Sistema penitenciário do Amazonas possui mais de 8 mil detentos
Sete anos após o massacre que deixou 56 detentos mortos em unidades prisionais do Amazonas, problemas como superlotação, déficit estrutural e violações de direitos continuam presentes no sistema carcerário do estado. Um levantamento do Ministério Público do Amazonas (MPAM) mostra que 42 das 62 unidades prisionais e delegacias vistoriadas no interior apresentam superlotação.
Para familiares das vítimas, o tempo não foi suficiente para amenizar a dor. A cozinheira Deusanete de Oliveira da Silva ainda relembra a morte do filho, Rodrigo, de 33 anos, que cumpria pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
Segundo ela, Rodrigo estava prestes a conquistar a liberdade condicional após oito anos preso. A saída, prevista para 25 de maio de 2019, não aconteceu. Um dia depois, ele morreu durante o massacre que marcou o sistema prisional amazonense.
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“Foi uma injustiça que fizeram com ele. Ele tinha o alvará, mas precisei buscar meu filho em um saco do IML”, lamentou.
Ela conta que o filho sonhava em deixar a prisão e abrir um restaurante para trabalhar ao lado da família.
O massacre ocorreu entre os dias 26 e 27 de maio de 2019 e resultou na morte de 56 detentos em quatro unidades prisionais do estado. As investigações apontaram que a sequência de assassinatos foi motivada por uma disputa entre facções criminosas.

