A candidada ao Senado, Simone Tebet (PSB) durante passagem por São Carlos nesta segunda-feira (3)
João Victor Néo/EPTV
A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), defendeu nesta segunda-feira (3), em São Carlos (SP), que recursos da União sejam repassados diretamente aos municípios, sem o uso de "emendas secretas".
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A declaração foi feita um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que pretende enfrentar o modelo atual de distribuição de verbas por meio das emendas parlamentares.
"Esse dinheiro precisa chegar a quem mais precisa e chegar na mão das prefeituras, sem emendas secretas, sem emendas PIX , sem emendas parlamentares", afirmou Tebet durante entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
No domingo (2), durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, Lula comentou sobre o fundo partidário e sobre as emendas parlamentares.
"Esse negócio de fundo partidário não me agrada, está levando os partidos à promiscuidade. Fez todos nós iguais. Minha quarta presidência é pra mudar muita coisa. Vai ter briga com emenda parlamentar", disse Lula.
Tebet afirmou na entrevista com lideranças políticas que os prefeitos conhecem melhor as necessidades de cada cidade e defendeu que os investimentos federais priorizem infraestrutura e políticas sociais de acordo com a realidade dos municípios.
Ex- ministra do Orçamento e Planejamento, ela deixou o governo em abril para disputar o Senado. A candidita integra a chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, ao lado de Márcio França (PSB), candidato a vice, e Marina Silva (Rede), que também concorre ao Senado.
Simone Tebet discursa em encontro com lideranças políticas e empresário nesta segunda-feira (3), em São Carlos
Reprodução/EPTV
Simone Tebet durante convenção de Fernando Haddad
Reprodução
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Combate ao feminicídio
Ao comentar outras prioridades para o estado, a candidata também demonstrou preocupação com o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo. Segundo ela, o crescimento da violência contra a mulher é "inexplicável" e exige o fortalecimento da rede de proteção às vítimas.
"No Brasil, o pacto entre os poderes fez com que o feminicídio diminuísse um pouco a violência contra a mulher, mas o estado de São Paulo aumentou 10%. Isso é inexplicável no estado mais desenvolvido do Brasil e inaceitável", afirmou.
A candidata atribuiu parte do enfrentamento ao problema à ampliação da estrutura de atendimento às mulheres vítimas de violência. Ela lembrou que foi a primeira presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015, e defendeu mais investimentos em equipamentos especializados.
"Se não tem Casa da Mulher Brasileira, tem que colocar. Se não tem Delegacia Especializada da Mulher aberta 24 horas, nós temos que ajudar o governo do estado com recurso e o próprio município para que essas delegacias fiquem abertas", disse.
Simone Tebet (PSB) durante passagem em São Carlos nesta segunda-feira (3)
João Victor Néo/EPTV
Mudança cultural
Além do reforço na rede de atendimento, Tebet afirmou que o combate à violência contra a mulher passa por uma mudança cultural e pelo envolvimento dos homens. "O mais importante é que a gente possa ver os homens nos defenderem", disse.
Segundo ela, a maioria dos homens brasileiros não pratica violência, e pode contribuir ainda mais para mudar essa realidade ao não tolerar comportamentos machistas no cotidiano.
"Esses homens, no futebol, no bar, na igreja, no convívio familiar, desde a pequena piada até os grandes problemas, não vai por aí, 'nós não aceitamos isso', eu acho que a gente pode mudar", afirmou.





