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Traficante que matou mulher a tiros em lava-jato no DF vai a júri

O réu Wender Alves de Oliveira, 20 anos, passará pelo Tribunal do Júri, nesta quarta-feira (5/8), pela morte da jovem Stephanie da Silva Queiroz (foto em destaque). Stephanie foi assassinada a tiros aos 23 anos, em abril de 2025, em um lava-jato na QNN 17, em Ceilândia (DF).
Apontado como um dos líderes do tráfico de drogas no local, Wender foi preso no Entorno do Distrito Federal semanas após o crime, por equipes da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte).
À época, o suspeito chegou a se apresentar à Polícia Civil do DF (PCDF) e dizer que estava sendo ameaçado pela vítima. Após saber que o mandado de prisão contra ele havia sido expedido, porém, conseguiu fugir. Desde então, morava em Alexânia (GO), no Entorno do DF, onde ficou por dois meses até ser preso.
Segundo a denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), o crime teria sido cometido por vingança contra a vítima.
Ao ser interrogado após a prisão, o autor chegou a alegar legítima defesa e medo de morrer. Wender disse ter agido para salvar a própria vida e que não aguentava mais sofrer ameaças de morte por parte de Stephanie.
Testemunhas chegaram a relatar durante depoimentos que Stephanie teria se revoltado contra Wender porque ele teria contado ao namorado dela que ela o havia traído com outra pessoa, causando o término do relacionamento. Em razão disso, alegam que Stephanie dizia abertamente que iria matá-lo.

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Na manhã de 24 de abril, Stephanie deixou o carro dela em um lava-jato na QNN 17 de Ceilândia. Enquanto esperava, a jovem foi surpreendida por Wender, que passou de bicicleta e atirou contra a mulher.
Stephanie foi baleada três vezes, nas regiões do tórax e abdômen. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), mas não resistiu.
A PMDF foi acionada por moradores após o crime e localizou o revólver calibre .38 usado por Wender no crime. A arma estava com numeração suprimida e cinco cartuchos deflagrados.
O revólver foi encontrado em uma casa onde Wender teria se escondido.

Wender possui passagens por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas e responde a Inquérito Policial também por tráfico de drogas.
Preso e recolhido ao sistema prisional do DF desde junho do ano passado, o acusado será julgado por homicídio e por porte ilegal de arma. Caso seja condenado a pena máxima, pode pegar 36 anos de prisão.

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