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El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

A cada dois a sete anos, acontece o El Niño, um fenômeno climático que eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. O calor na região pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios e atrapalhar os padrões climáticos globais.
Em 2026, espera-se um “super El Niño”, um fenômeno climático mais extremo do que em anos anteriores. Estimativas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) avaliam que há chances de ele ser o mais forte já registrado. O grande risco são os eventos climáticos extremos, como chuvas ou secas mais intensas.

Investir em planejamento territorial e monitoramento climático;
Fortalecer sistemas de alerta precoce para que a população possa se proteger a tempo;
Adaptar infraestruturas em zonas costeiras a fim de protegê-las de eventos climáticos extremos;
Propor e colocar em prática novas medidas para a conservação dos ecossistemas naturais.

A avaliação dos especialistas é que o Brasil avançou na criação de soluções e se preparou, na medida do possível, para o aumento de eventos climáticos cada vez mais comuns no mundo. No entanto, ainda há limitações em planejamento urbano e infraestrutura, especialmente no âmbito municipal. “Mais do que responder às emergências, é necessário investir continuamente em prevenção e adaptação”, diz Polette.
“No caso do Brasil, temos muitos desafios porque somos bastante vulneráveis ao clima. Por outro lado, o país possui um sistema bastante robusto de monitoramento, como o Cemaden, que reúne informações sobre tipo de solo, relevo, regime de chuvas e áreas suscetíveis a desastres em praticamente todo o país. Na minha avaliação, o principal desafio hoje não é a falta de informação, mas o uso efetivo desses dados”, conclui Cecchini.

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