O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (2/8), que, caso seja reeleito, pretende enfrentar uma disputa política com o Congresso Nacional para rever o papel das emendas parlamentares e alterar o modelo de financiamento dos partidos.
Ao discursar para militantes e aliados, em São Paulo, Lula afirmou que um eventual quarto mandato será marcado por mudanças na relação entre os Poderes e defendeu uma atuação mais firme do Executivo.
“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”. declarou.
3 imagensFechar modal.1 de 3O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleiçãoRicardo Stuckert2 de 3O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleiçãoPT/YouTube/Reprodução3 de 3O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleiçãoRicardo Stuckert
Segundo o mandatário brasileiro, o chefe do Executivo perdeu parte de suas atribuições nos últimos anos, o que, em sua avaliação, compromete a capacidade de governar.
Lula afirmou que pretende defender as prerrogativas da Presidência da República, como as indicações para agências reguladoras, tribunais superiores e outros órgãos federais.
“Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos. Vai ter de ter uma briga democrática para fazer uma mudança neste país”. disse.
As declarações foram feitas durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição.
Convenção oficializa candidatura
A convenção nacional do PT homologou oficialmente a candidatura de Lula à reeleição.
Aos 80 anos, o petista disputará o Palácio do Planalto pela sétima vez e busca um quarto mandato, feito inédito na política brasileira.
A chapa será novamente formada com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a composição vencedora das eleições de 2022.
Além da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), a coligação reúne PSB, PDT, PSol e Rede.
O ato político reuniu lideranças da base aliada.
Entre elas, estavam o ex-ministro Fernando Haddad, que elogiou a projeção internacional de Lula, e a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB), que fez críticas ao grupo político adversário durante seu discurso.
Em outro momento da convenção, Lula afirmou que, caso seja reeleito, pretende adotar uma postura mais firme no governo.
Segundo o presidente, sua intenção não é voltar a ser o “Lulinha paz e amor”. mas sim o “Lulinha porreta”. ao defender mudanças consideradas prioritárias para um eventual novo mandato.





