Veja os melhores momentos do Palco João Rock 2026
O João Rock 2026 transformou o Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto (SP), em um grande encontro de gerações neste sábado (1º). Ao longo de mais de 12 horas de música, o festival reuniu artistas consagrados e estreantes, promoveu momentos de reflexão e foi cenário para histórias de reencontros, memórias afetivas e celebração entre o público.
Com ingressos esgotados, o evento recebeu 65 mil pessoas, segundo a organização, e distribuiu a programação entre quatro palcos temáticos.
O Aquarela destacou vozes femininas em um line-up exclusivamente composto por elas. O Brasil celebrou a diversidade musical das cinco regiões do país. Já o palco João Rock passeou por gêneros que vão da MPB ao hardcore, enquanto o Fortalecendo a Cena abriu espaço para representantes do rap, hip hop e outros ritmos urbanos.
Pelos espaços, o festival reuniu nomes consagrados da música brasileira, estreias no evento, discursos de reflexão e personagens que fizeram da festa um lugar de memória afetiva, celebração e reencontros.
O g1 mostra os principais destaques do João Rock 2026.
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Charlie Brown Jr. transportou público para anos 2000
Os minutos de atraso e as pernas pesadas de quem já acumulava horas de maratona ininterrupta no João Rock 2026 não foram suficientes para desanimar os fãs que aguardavam a banda Charlie Brown Jr. Quando os primeiros acordes ecoaram, a multidão foi transportada direto para o início dos anos 2000.
A ansiedade que dominava a pista provava que as mais de duas décadas que separam do lendário Acústico MTV só fizeram aumentar o peso emocional e histórico do repertório na vida de diferentes gerações.
Já era madrugada de domingo (2) quando Marcão Britto e Thiago Castanho subiram ao Palco João Rock, liderando uma celebração com cara de máquina do tempo.
"Vocês estão felizes? Porque a gente está muito feliz", afirmou Marcão Britto. Leia a matéria.
Charlie Brown Jr. e Negra Li no palco do João Rock 2026 em Ribeirão Preto, SP
Igor do Vale/g1
BaianaSystem mostrou porque é banda de vanguarda
É a quarta vez que a guitarra baiana do grupo BaianaSystem faz uma multidão levantar poeira no festival João Rock. A apresentação mostrou por que a banda é considerada vanguarda ao misturar afro rock, dub e guitarra baiana com ritmos afro-brasileiros e caribenhos.
O show começou com 18 minutos de atraso e trouxe uma arte visual que exibia uma linha do tempo de acontecimentos históricos, passando pela Revolução Cubana, inauguração de Brasília e pelo golpe militar brasileiro. A frase “Eu não vou sucumbir” também marcou o início da apresentação.
O rapper BNegão foi um dos convidados especiais e abriu o show ao lado do vocalista Russo Passapusso cantando ‘Reza Forte’. Na sequência, o grupo apresentou o sucesso "Capim Guiné", que contou com performance de Elivan Conceição, conhecido pela interpretação em ‘Saci’. Leia a matéria.
BaianaSystem quebra tudo no João Rock 2026
Érico Andrade/g1
Criolo misturou rap e samba
Ao som de batuques que logo definiram o ritmo da apresentação, a canção “Mariô” foi a escolhida pelo cantor Criolo para abrir seu show no João Rock 2026, onde ele se apresentou pela primeira vez no palco Fortalecendo a Cena, espaço que celebra a força brasileira do rap e do hip hop.
Última atração daquele palco, o rapper paulistano contou com a companhia do seu parceiro musical Dj Dan Dan durante a maioria das músicas, além de uma banda que foi um show à parte.
Desde as canções iniciais, como “Duas de Cinco”, eles fizeram questão de ouvir a voz do público e incentivar as palmas. “Geral canta com nóis”, pediram em vários momentos. Leia a matéria.
Criolo agita palco Fortalecendo a Cena no João Rock 2026
Igor do Vale/g1
Raimundos trouxe show de retorno às origens
A banda Raimundos mergulhou em suas raízes. Liderado por Digão, o grupo fez uma performance puro rock brasileiro, que agradou os fãs quarentões e cinquentões e gerações mais novas na plateia.
Não por acaso eles escolheram “Pela-Saco” para abrir o show, que resgata o mix de sarcasmo e hardcore e que faz parte do álbum “XXX”, o mais recente da banda com inéditas nessa pegada de retorno às origens. Leia mais sobre o show.
Digão no palco com o Raimundos no palco do João Rock 2026 em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Alceu Valença misturou forró com rock psicodélico
Alceu Valença subiu ao Palco João Rock com uma missão clara: mostrar que a estética do rock e a música nordestina andam juntas.
O cantor abriu o show com "Que grilo dá", um verdadeiro quebra-cabeça de rock psicodélico lançado no álbum ‘Mágico’ (1984), que mistura o peso do gênero musical com o repente nordestino, estilo de improvisação.
A energia elétrica e forte continuou com "Agalopado", faixa do disco "Espelho Cristalino" (1977). A música uniu guitarras e uma batida veloz, trazendo diretamente para o palco do festival uma sonoridade que aproxima a cultura nordestina do rock progressivo dos anos 1970. Leia mais sobre o show.
Cantor pernambucano Alceu Valença durante show no João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
CPM22 celebrou 30 anos de carreira com Di Ferrero
Ao som de “Regina Let’s Go!”, o CPM22 subiu ao palco João Rock pela 13ª vez e celebrou 30 anos de carreira. Com um repertório conhecido do público, a banda de hardcore surpreendeu ao convidar Di Ferrero, vocalista do NX Zero, para cantar “Dias Atrás”.
Ainda nos primeiros minutos do show, Badauí celebrou a participação no festival e disse se sentir em casa. “João Rock é nossa casa”, afirmou. Leia mais sobre o show.
CPM22 celebra, ao lado de Di Ferrero, 30 anos de carreira e participa do João Rock pela 13° vez
Reprodução
Luedji Luna estreou com convite à dança
Em sua primeira vez no João Rock, Luedji Luna levou ao festival uma apresentação marcada pela mistura de MPB, jazz, R&B e ritmos afro-diaspóricos.
A cantora baiana, natural de Salvador (BA), apresentou ao público uma sonoridade potente e dançante, com repertório que passa por afeto, negritude e ancestralidade. Leia mais sobre a apresentação.
Luedji Luna se apresenta no João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP)
Igor do Vale/g1
Zé Ramalho reuniu fãs de diferentes gerações
Aos 77 anos, Zé Ramalho entregou uma apresentação curta, mas repleta de história e significado em meio às atrações mais jovens do evento em Ribeirão Preto.
Com repertório conhecido por atravessar décadas, o cantor reuniu fãs de diferentes idades e reforçou a conexão do festival com artistas que fazem parte da memória da música brasileira. Leia mais sobre o show.
Zé Ramalho durante apresentação no Palco Brasil do João Rock 2026
Érico Andrade/g1
D2, o samba, Rael e o hip hop
Entre o gingado do samba e o protesto do hip hop, Marcelo D2 entregou um show potente aos milhares de fãs que prestigiaram o palco Brasil no João Rock 2026 neste sábado (1º) em Ribeirão Preto (SP).
Uma performance também marcada pela participação do cantor e compositor Rael, que entrou na mistura de influências no palco.
A performance ainda teve um momento em que o rapper elogiou o envolvimento dos fãs pelo fato de não usarem o celular para gravar o show. Leia a matéria do show.
Marcelo D2 e Rael se abraçam no palco do João Rock 2026.
Igor do Vale/g1
Os Paralamas do sucesso cantaram hits
Os Paralamas do Sucesso levaram sucessos de mais de quatro décadas de carreira ao palco principal do João Rock.
A entrada da banda foi anunciada por telões com imagens de diferentes fases da trajetória do grupo e recebida por um público fiel, que cantou junto desde “Vital e Sua Moto”.





