Nação Zumbi mostra a força da música pernambucana no João Rock 2026
Sob os raios do fim da tarde de sábado (1º), o Nação Zumbi subiu ao palco de modo discreto, mas deixou uma mensagem forte para os fãs do manguebeat no João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP).
Isso, tanto para os saudosos de Chico Science e pelo icônico álbum "Afrociberdelia", quanto para os que seguem acompanhando a banda, na estrada há quase 35 anos.
“Isso aqui é uma resistência, para que a música do Brasil, a música autoral se mostre e se propague”, disse Jorge Du Peixe à multidão que prestigiou o show no palco Brasil.
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Era apenas o início de um momento especial no festival, com canções que consolidam a história de um dos principais nomes da música pernambucana e que voltou ao evento em Ribeirão Preto depois de nove anos.
“Vamos dançar e mexer o esqueleto e cantar junto” disse o cantor, antes de começar o show com "Computadores Fazem Arte", música icônica do álbum Da Lama ao Caos (1994).
"Estão comendo o mundo pelas beiradas. Roendo tudo, quase não sobra nada", cantou a multidão o trecho da música lançada pelos pernambucanos em 2014.
Mas os ânimos logo voltaram a esquentar. Era hora de cantar ao balanço das rimas rápidas e batidas de "Quando a Maré Encher", sucesso dos anos 2000 também conhecido na voz de Cássia Eller.
Já com a noite tomando conta do Parque Permanente de Exposições e para encerrar sua participação no festival no interior de São Paulo, a Nação Zumbi atendeu as expectativas e deixou um gostinho de "quero mais" quando tocou a quase obrigatória "Maracatu Atômico", um dos maiores sucessos do grupo, também parte do icônico "Afrociberdelia".
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