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De São Miguel Arcanjo para o mundo: como cidade de SP virou referência na produção de chá japonês

Com o aumento da demanda e, posteriormente, as restrições impostas pela pandemia, o grupo transformou a iniciativa em um negócio voltado à comercialização de chás especiais. Entre os inúmeros fornecedores de matéria-prima usada na empresa de Benício, está a indústria de São Miguel Arcanjo.
"Nós compramos a matéria-prima e nossos parceiros fazem as misturas. Por exemplo, para fazer um chá verde com abacaxi e coco, eu pego o chá verde da Yamamotoyama, e o meu terceiro faz o envase com o coco e o abacaxi para formar o blend", explica.
À esquerda, o chá verde puro. À direita, o chá verde misturado com coco e abacaxi
Chá Dō/Divulgação
Apesar de o chá verde ainda ser considerado um sabor desafiador para parte do público por causa do amargor característico, Benício afirma que a aceitação tem aumentado nos últimos anos.
"As pessoas estão conseguindo entender que esse amargor traz os benefícios que estão ditos ali. Tanto que o matcha tem crescido", observa.

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