Shakes proteicos com whey se popularizaram nos últimos anos.
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Barrinhas, bebidas e cafés proteicos estão cada vez mais comuns nas prateleiras do supermercado como opções vendidas como saudáveis para dar saciedade.
Mas, em alguns casos, os efeitos não são tão benéficos quanto se imaginava.
"Como a maioria das pessoas é relativamente sedentária, muitas provavelmente estão consumindo mais proteína do que realmente precisam, o que pode ter consequências negativas para a saúde", analisa.
➡️Dentro da revisão, estudos com moscas e roedores indicaram que a restrição de proteínas pode aumentar a longevidade mesmo sem reduzir o consumo total de calorias.
➡️Ensaios clínicos recentes em humanos também revelaram que pessoas que consumiram menos proteína apresentaram redução do peso corporal, da gordura e melhora da glicemia em jejum, mesmo que tivessem ingerido mais calorias.
Como a restrição de proteínas pode agir no organismo
A revisão identificou alguns mecanismos biológicos que podem explicar os efeitos observados. Um deles envolve o hormônio FGF21, cujos níveis aumentam quando a ingestão de proteínas diminui.
De acordo com os autores, ele pode elevar o gasto energético, melhorar o controle da glicemia e reduzir a inflamação. Em estudos com camundongos, animais com níveis mais elevados desse hormônio viveram mais do que os demais.
Os pesquisadores também destacam o papel de aminoácidos como metionina, isoleucina e valina.
Essas pesquisas contribuíram, por exemplo, para que autoridades de saúde dos Estados Unidos atualizassem suas recomendações alimentares neste ano, aumentando a quantidade diária sugerida de proteína.
Segundo Lamming, gestantes e parte da população idosa têm necessidades proteicas maiores.
O pesquisador observa, também, que atletas costumam ingerir grandes quantidades de proteína sem apresentar doenças metabólicas.
Para ele, a prática regular de exercícios pode ajudar a proteger o organismo dos possíveis efeitos negativos de uma dieta rica em proteínas.
Já para a maioria dos adultos sedentários, alimentos enriquecidos com proteína podem não oferecer os benefícios que muitos consumidores esperam.
"Provavelmente precisamos personalizar as recomendações de ingestão de proteínas levando em conta não apenas a idade, mas também o nível de atividade física de cada pessoa", destaca o pesquisador.





