O que se sabe sobre a chegada a nado de imigrantes marroquinos a Ceuta
A Itália reintroduziu nesta sexta-feira (31) controles nas fronteiras com a Espanha, suspendendo temporariamente a livre circulação entre os dois países. A medida é uma resposta ao grande fluxo de migrantes que entraram em Ceuta, cidade autônoma espanhola na África que faz fronteira com o Marrocos. A decisão pode afetar turistas brasileiros.
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Na prática, segundo o governo italiano, as fronteiras aéreas e marítimas com a Espanha voltarão a ter controles. Com isso, pessoas que viajarem da Espanha para a Itália poderão passar por inspeções e por uma fiscalização mais rigorosa ao tentar entrar no país.
Até então, quem se deslocava entre os dois países circulava sem controles migratórios por causa do Espaço Schengen, acordo que reúne 29 países europeus.
Segundo o especialista em cidadania italiana Matheus Reis, CEO da io.Gringo, o Espaço Schengen funciona como se fosse um prédio de três andares:
Andar de baixo: garante a livre circulação dos cidadãos da União Europeia entre os países do bloco, mesmo quando o destino não faz parte do Espaço Schengen. É um direito previsto nos tratados da União Europeia, e não no acordo de Schengen.
Andar do meio: é o próprio Espaço Schengen. Nele, os controles de fronteira entre os países participantes são eliminados, permitindo que qualquer pessoa que tenha entrado legalmente na área — independentemente da nacionalidade — circule entre esses países sem passar por novas inspeções.
Andar de cima: representa a fronteira externa comum do Espaço Schengen. Como os controles internos foram eliminados, os países compartilham regras para entrada de viajantes, política de vistos, fiscalização das fronteiras externas e bancos de dados de segurança.
Isso significa que um turista brasileiro que entra em um país do Espaço Schengen pode viajar para outro país integrante do acordo sem passar por um novo controle migratório. E é justamente esse procedimento que muda com a decisão italiana.
Welliton Girotto, CEO e especialista em imigração da Master Cidadania, explica que a medida reintroduz controles normalmente adotados para reforçar a fiscalização de fluxos migratórios irregulares e questões de segurança.





