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Estatais federais têm déficit de R$ 7,8 bilhões no 1º semestre do ano

As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta sexta-feira (31/7), no Boletim de Estatísticas Fiscais.
O rombo supera o desempenho de anos anteriores e ultrapassou o resultado negativo registrado ao longo de 2025, quando o déficit somou cerca de R$ 5,1 bilhões.
Em relação ao primeiro semestre do ano passado, o valor dobrou. De janeiro a junho de 2025, o déficit havia sido de R$ 3,9 bilhões.
Em junho, as estatais tiveram um déficit somado de R$ 1,47 bilhão:

Empresas federais: R$ -1,84 bilhão (déficit);
Empreas estaduais: R$ +429 milhões (superávit);
Empresas municipais: R$ -60 milhões (déficit).

Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas; superávit é quando acontece o contrário.
Os dados mostram que o resultado negativo se concentra, principalmente, no início do ano. Só em janeiro, as estatais  federais haviam registrado um déficit de R$ 3,33 bilhões, indicando um cenário de forte pressão fiscal logo nos primeiros meses de 2026.
Veja o resultado mês a mês:

janeiro: R$ -3,33 bilhões (déficit);
fevereiro: R$ -829 milhões (déficit);
março: R$ -249 milhões (déficit);
abril: R$ -1,53 bilhão (déficit);
maio: R$ -27 milhões (déficit); e
junho: R$ -1,84 bilhão (déficit).

O indicador divulgado pelo BC considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que significa que o resultado reflete, sobretudo, a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira.
Correios
A deterioração das contas ocorre em meio a dificuldades financeiras de algumas das principais estatais, com destaque para os Correios, que vêm pressionando os resultados do setor. A estatal afirmou que fechou 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões.
No ano passado, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um pool de bancos usando a garantia da União.
A autorização da contratação de crédito pelos Correios foi condicionada ao cuprimento de um lano de reestruturação. No entanto, a empresa suspendeu no início deste mês, temporariamente, parte das medidas previstas na reorganização. A medida foi tomada para tentar conter a mobilização por greve dos trabalhadores.

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