Fisoterapeuta brasileira que vive no Japão relata rotina de alertas e atenção a desastres
A acreana Asami Takahara, de 29 anos, que mora em Osaka, no Japão, há cerca de dois anos e meio, já passou por várias experiências com terremotos desde que deixou Rio Branco.
Fisoterapeuta de formação, ela está no país para fazer um mestrado e mora distante da região atingida pelo tremor que deixou mortos e feridos no sul do país, na terça-feira (28). Contudo, ela diz que pequenos abalos fazem parte da rotina dos moradores.
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''Recebemos especulações de que talvez venha um tufão forte. Ainda estamos esperando mais notícias porque as coisas mudam muito rápido e o tufão às vezes desvia. Quando acontece, a gente recebe orientações de que os trens podem parar, pode vir uma chuva muito forte e que é preciso ficar em casa ou procurar abrigo'. Então você tem que estar sempre preparado'" relata.
Acreana Asami Takahara mora em Osaka, no Japão, há cerca de dois anos e meio
Arquivo pessoal
Conforme a fisioterapeuta, ainda não foi preciso sair correndo ou buscar abrigo por causa de terremotos. Ainda assim, os pequenos abalos que fazem parte da rotina no país não deixam de causar susto.
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Em uma das experiências, o prédio onde mora chegou a balançar por cerca de 15 segundos. Segundo Asami, a estrutura voltou a se movimentar pouco depois antes de parar novamente.
“Eu assustei porque aqui os prédios têm a tecnologia, toda a construção é feita para isso. A gente estranha porque ele vai para um lado, parece uma mola, vai de um lado ao outro, fica chacoalhando mesmo como se fosse um barco. Parece que o prédio vai cair e vai quebrar, mas a verdade é que isso demonstra que ele está preparado”, explicou.
Rotina e prevenção
Quando se mudou para Osaka, Asami recebeu informações sobre os locais de abrigo da região. Ela também disse que os moradores são orientados a manter kits de emergência com itens como lanternas, materiais de primeiros socorros, água e alimentos.
Mesmo com os treinamentos e a preparação, ela diz que os tremores ainda provocam medo. “Dá medo. Eu já passei por treinamentos e tudo mais, mas sempre que acontece, mesmo que leve, é sempre um susto”, diz.
Além disso, Asami mantém contato diário com familiares que vivem no Acre e costuma avisá-los quando ocorre alguma situação que chama atenção.
Segundo ela, em algumas ocasiões, os parentes descobrem as notícias antes e entram em contato para saber se está tudo bem.
“Eu falo com eles todos os dias por mensagens e, pelo menos uma vez na semana, faço ligações para atualizar eles. Mas, quando acontecem essas ocorrências, eu sempre notifico. Às vezes, eles são mais rápidos. Veem na internet e me mandam mensagem”, completou.
Terremoto no sul do Japão
Imagem aérea mostra o shopping Aeon danificado após um terremoto no sul do Japão
Kyodo via AP
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nessa terça-feira (28), e deixou 13 mortos, segundo o último balanço divulgado pelo governo japonês.
O tremor provocou danos em estradas, pontes e edifícios. Parte do segundo andar de um shopping desabou após uma explosão, e uma chaminé caiu em uma fábrica de papel. As autoridades também registraram feridos e pessoas desaparecidas.
Mais de 3 mil socorristas participavam das buscas por sobreviventes nos locais atingidos. Desde o terremoto principal, a Agência Meteorológica do Japão registrou mais de cem réplicas e alertou a população para o risco de novos tremores nos próximos dias.
VÍDEOS: g1





