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Filho de homem que morreu atingido por árvore durante vendaval diz que soube da morte pelo noticiário: ‘Família não foi comunicada pelo hospital’

Corpo de homem que morreu após árvore cair sobre carro é velado
O filho do homem que morreu após o carro que dirigia ser atingido por uma árvore de grande porte durante a forte rajada de vento que atingiu Cesário Lange (SP), na tarde desta quarta-feira (29), contou que só soube da morte do pai horas depois do acidente.
A vítima, Wilmar Bastos de Souza, tinha 62 anos. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Itapetininga (SP) e, em seguida, será sepultado no Cemitério Jardim da Paz, em Cesário Lange, às 11h de sexta-feira (31).
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À TV TEM, o filho, Wilmar Bastos Júnior, relata que o pai chegou ao hospital já morto. Ele soube da morte do pai somente ao conferir os noticiários, cerca de nove horas depois.
"Eu olhei os noticiários e vi que já tinham publicado o ocorrido há nove horas. A família estava sem saber de nada, mesmo com tantas informações do acidente divulgadas. Minha mãe chegou no hospital horas depois, a família não foi comunicada pelo hospital", detalha.
Wilmar é filho do homem que morreu com a queda da árvore
Paulo Oliveira/TV TEM
Wilmar relata ainda que a morte do pai tem sido difícil de ser mentalmente processada. A família acredita que há negligência de parte dos órgãos oficiais.
"O boletim de ocorrência estava muito estranho. Ainda não sabemos direito o que aconteceu, se há negligência de muitas partes ou não. O boletim feito pela polícia não falava muito sobre o assunto e que não houve perícia, pelo vendaval ter sido atípico e amplamente divulgado. Parecia que eles estavam querendo minimizar a situação", aponta.
"Quando existe uma negligência e tiram a pessoa que você ama, você não sabe o que fazer. É um sentimento muito grande de injustiça e impotência", completa.
Segundo o filho da vítima, um vizinho já havia alertado as autoridades sobre o risco representado pelas árvores de grande porte no local. Wilmar afirma que muitas delas estão envelhecidas e inclinadas, além de haver grande acúmulo de lixo nas proximidades de onde o pai morreu.
"Ele comentou que havia comunicado algumas vezes sobre o risco das árvores. Sempre que passamos aqui, tem muito lixo. Na madrugada depois da morte do meu pai, vimos muita gente limpando aqui. Parece que eles querem mostrar que está tudo certo, mas não estava. Quantas negligências aconteceram até chegar nesse ponto?", questiona.
Idoso foi socorrido, mas não resisitu aos ferimentos
Defesa Civil/Divulgação
Wilmar relata que o pai passava pela estrada todos os dias devido ao emprego da esposa e, na ocasião, estava voltando de um mecânico. O filho descreve o pai como uma pessoa enérgica e que, apesar da idade, se via como jovem e era muito ativa.
"Meu pai tinha levado ao mecânico e estava retornando para casa. Era um trajeto de cinco minutos. Foi o tempo de dar uma ventania e derrubar a árvore com o carro em movimento. Aquela árvore já estava propensa a cair em algum momento, seja o motivo qual for", descreve.

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