As respostas e a forma como as crianças interpretam essas histórias são retratadas por meio de brincadeiras e conversas.
“Eu entrevisto elas, elas entrevistam as mães e descobrem coisas muitas vezes duras. Em uma cena, a mãe conta à filha que seu maior medo é perder os filhos. Sofia, que tinha nove anos, responde que crianças não morrem e sai para brincar de zumbi”, relembrou.
A Fabulosa Máquina do Tempo
Divulgação
Exibição no cenário da obra
O documentário foi exibido em maio deste ano, em uma praça no Centro de Guaribas, e reuniu cerca de 640 espectadores.
A diretora destacou que a ideia de exibir o filme em Guaribas surgiu durante a circulação da obra por festivais no Brasil e no exterior. A iniciativa ganhou força após algumas das protagonistas acompanharem a estreia do documentário em Berlim, na Alemanha.
O município não possui salas de cinema, e a exibição foi promovida pelo CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil. A sessão reuniu, além da equipe técnica, as participantes do filme e seus familiares.
“Eu fiquei muito emocionada na estreia que a gente fez na praça. Um das mães, durante o debate falou que Guaribas era conhecida por ser a cidade da fome agora é conhecida por ser a cidade do sonhar”, relatou.
A diretora contou ainda que, devido aos relatos sensíveis abordados no filme, houve uma conversa prévia com as mães participantes.
"A recepção foi muito positiva, foi muito bonito. As meninas falaram no debate que estavam morrendo de vergonha, mas morrendo de orgulho. Eu e a produção ficamos muito felizes", afirmou.
Cena do filme "A Fabulosa Máquina do Tempo", que será exibido no Festival É Tudo Verdade
Reprodução
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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