Em decisão que autorizou o acesso ao monitoramento de dados do senador Jaques Wagner (PT-BA) e de cúpula ligada ao Banco Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou preocupação explícita com o risco de vazamento das investigações.
O relator do caso Master no Supremo derrubou o sigilo da ação que trata das possíveis ligações do senador com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Entre eles, está a decisão que autorizou as diligências pedidas pela Polícia Federal, além dos argumentos e das suspeitas que embasaram as investigações.
No documento, Mendonça manifesta preocupação com o vazamento e aponta um episódio “agudo” que sugere que os alvos da Operação Compliance Zero podem ter tido acesso antecipado a informações sigilosas.
De acordo com os documentos, no dia 9 de junho de 2026, mesmo dia em que a PF protocolou os pedidos de quebra de sigilo e monitoramento, um dos investigados pediu uma audiência no gabinete de Mendonça. Esse investigado seria o próprio Jacques Wagner.
O que chamou a atenção do relator foi o timing: o pedido ocorreu em horário anterior à própria distribuição oficial de algumas das representações formuladas pela PF.
Jaques Wagner, senador;
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro;
Eduardo Mendonça Sodré Martins, identificado pela PF como enteado de Jacques Wagner;
David Lopes Monteiro, identificado como operador vinculado ao núcleo jurídico-financeiro associado ao Banco Master;
Guilherme Henrique Sodré Martins, identificado como “tio Guiga” é apontado como pessoa de confiança de Jacques Wagner;
Andréa Lima Novaes, diretora da PKL ONE PARTICIPAÇÕES S.A. e prima de Augusto Lima.





