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O papel das Missões Oficiais do Brasil e internacionais nas eleições

As Eleições 2026 já têm cinco entidades internacionais credenciadas para compor a Missão de Observadores Eleitorais (MOEs), que vai acompanhar o pleito de outubro. Até o momento, a Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlasul, Uniore e ROJAE-CPLP já aceitaram compor a missão.
A área interncional do TSE convidou ainda União Africana, a Liga Árabe e o Centro Carter para acompanhar todas as etapas das eleições. Em 2022, o Brasil registrou oito missões internacionais de observação ou de acompanhamento eleitoral. No total, em 2022, foram 500 observadores. Em 2026, esse espaço de troca de experiências será ampliado, com o monitoramento e acompanhamento do pleito em dezenas de cidades brasileiras.
Um primeiro passo para a ampliação se deu com o convite da União Europeia para participar da missão de observação eleitoral, com participação já garantida.
Transparência
As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) são grupos formados por instituições nacionais e internacionais credenciadas pelo TSE para acompanhar, de forma técnica, imparcial e independente, todas as etapas do processo eleitoral. A iniciativa amplia a transparência, fortalece a confiança pública nas eleições e permite que especialistas avaliem o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro, desde a preparação do pleito até a totalização dos votos.
Regulamentadas pela Resolução TSE nº 23.678/2021, as missões reúnem organizações com reconhecida experiência na área, que atuam sem qualquer interferência na condução das eleições. Os observadores acompanham atividades como:

A preparação do pleito
votação
apuração
totalização dos votos e
os procedimentos de auditoria do sistema eletrônico de votação.

A presença dessas missões faz parte das boas práticas adotadas por democracias em todo o mundo a fim conferir ainda mais transparência e credibilidade aos processos eleitorais. Ao final dos trabalhos, as entidades elaboram relatórios independentes com avaliações e recomendações, que podem contribuir para o aperfeiçoamento contínuo da organização das eleições brasileiras.
Diferentes etapas
Nas eleições de 2026, as missões poderão acompanhar diferentes etapas do processo eleitoral, incluindo cerimônias públicas de auditoria, preparação das urnas eletrônicas, votação, apuração e totalização dos votos, sempre observando os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral e sem interferir nas atividades das equipes responsáveis pela realização do pleito.

Acompanham desde o desenvolvimento e especificação dos sistemas eleitorais nos tribunais até o dia da votação e a diplomação das candidaturas eleitas.
Avaliação técnica rigorosa sobre a condução administrativa e a logística operacional implementada pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas zonas eleitorais.
Têm acesso integral aos locais de votação, às seções eleitorais, às juntas de transmissão, à apuração e à própria totalização de dados no TSE.

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