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Câmara de Itu vota nesta sexta cassação de vereador que atirou na direção de cachorro

Vereador e policial civil se irrita com cães e atira durante operação contra o tráfico em Itu (SP)
Redes Sociais
A Câmara de Vereadores de Itu (SP) realiza nesta sexta-feira (31), às 10h, sessão extraordinária para julgar o processo de pedido de cassação instaurado contra o vereador Moacir Cova (Podemos). A pauta prevê a apreciação do relatório final da Comissão Processante e a votação nominal das infrações articuladas na denúncia contra o parlamentar, que também exerce a função de investigador da Polícia Civil.
O caso envolve a situação em que o vereador aparece efetuando disparo durante uma ação contra o tráfico de drogas no bairro Potiguara, e que teve grande repercussão nas redes sociais. Cova alegou que tentou se defender de ataques dos animais.
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Vereador e policial civil atira contra cachorros em Itu
A convocação foi assinada por sete dos vereadores do município e publicada na quarta-feira (29), com base no Decreto-Lei número 201 de 1967, na Lei Orgânica Municipal e no Regimento Interno da Câmara. Segundo o documento, a sessão será restrita ao julgamento do processo, sem expediente, e incluirá leitura das peças requeridas, manifestações regimentais e defesa oral do denunciado ou de seu procurador.
Indiciamento e afastamento
A Corregedoria Geral da Polícia Civil concluiu, em relatório final assinado em 21 de maio, que Moacir Cova deve responder formalmente por disparo de arma de fogo em lugar habitado, com base no artigo 15 da Lei número 10.826 de 2003 (Estatuto do Desarmamento).
O documento também representa pela medida cautelar de suspensão do exercício da função pública de policial civil, com fundamento nos artigos 282, inciso I, e 319, inciso VI, do Código de Processo Penal.
Segundo o relatório, imagens de câmeras de segurança do local mostram o momento do disparo, efetuado próximo à guia que delimita a calçada da via, com risco de ricochete e presença de crianças observando a ação.

O documento também aponta contradições nas declarações do investigador, que teria inicialmente omitido o disparo durante a lavratura da ocorrência e, em depoimentos posteriores, apresentado versões distintas sobre o momento em que teria comunicado o fato aos colegas de equipe.
O relatório da Corregedoria pondera, no entanto, que a operação teve resultado considerado exitoso, com a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva pela Justiça, e que eventuais excessos pontuais não devem comprometer toda a ação policial.

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