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Incêndios históricos atingem a Europa em meio a condições cada vez mais extremas; saiba o que está por trás da escalada

Bombeiros controlam avanço de incêndios na França e Espanha, mas autoridades alertam para risco em outros países
Os incêndios históricos que avançam pela França e pela Espanha, obrigam centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas e desafiam as equipes de combate não são episódios isolados.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (30) na revista "Scientific Reports" mostra que o Sul da Europa está cada vez mais exposto a dias de calor, seca e vento capazes de alimentar chamas rápidas, intensas e difíceis de controlar.
➡️ A pesquisa analisou registros de incêndios e dados climáticos de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia entre 1981 e 2025.

Em partes desses países, o número de dias de verão com condições extremas para a propagação do fogo mais que dobrou, passando de menos de dez para cerca de 25 dias por temporada.
O resultado ajuda a explicar por que os incêndios atuais atingem dimensões inéditas mesmo depois de décadas de avanços na prevenção.

Segundo os autores, essa redução acompanha a queda das ocorrências provocadas por pessoas e pode estar ligada a regras mais rígidas, maior fiscalização, campanhas de conscientização e melhorias no trabalho das equipes de prevenção e combate.
Esse recuo, porém, não significa que o risco tenha diminuído. O estudo mostra que os incêndios que conseguem começar encontram condições cada vez mais favoráveis para crescer, ganhar intensidade e se espalhar rapidamente.

Essas conexões podem contribuir para o desenvolvimento de sistemas capazes de antecipar temporadas mais perigosas, embora ainda existam incertezas e limitações nos dados disponíveis.
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Entre essas limitações estão as diferenças na forma como cada país registra os incêndios e a dificuldade dos modelos climáticos atuais para indicar como esses padrões vão se comportar no futuro.

Mesmo assim, segundo Sanz, os dados apontam uma mudança na dinâmica do fogo na região e reforçam a necessidade de ampliar a prevenção, melhorar as ferramentas de previsão e reunir informações mais padronizadas entre os países.
A situação é especialmente preocupante na Península Ibérica, sobretudo na Espanha, que concentrou uma parcela elevada de toda a área queimada no Sul da Europa durante a temporada de 2025.

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