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Após 13 anos de buscas e angústia, família tem desfecho sobre desaparecimento de jovem em Goiás

"Ela me ligou e falou que ia ficar uns 15 dias e depois ia voltar. Conversou comigo, conversou com a minha mãe e, depois desse dia, nunca mais entrou em contato", relatou.
Daniela afirmou que, ao longo dos anos, recebeu diversos relatos de pessoas dizendo ter visto a irmã em diferentes cidades, mas nenhuma informação levou ao paradeiro dela. Inicialmente, a família procurou ajuda na delegacia de Rubiataba, mas um policial, que não teve o nome divulgado, disse que a jovem havia sido vista em Ceres, o que fez com que o caso deixasse de ser tratado como desaparecimento.

"Ele falou que não precisava procurar mais porque ela tinha sido vista em Ceres. Mas isso era mentira, porque ela estava em Goiânia quando falou comigo e foi justamente no dia em que ela foi morta", disse.
Lorena tinha apenas 19 anos quando desapareceu. Segundo a irmã, a jovem já não morava com os pais e enfrentava dependência química. "Ela morava sozinha, na casa de amigos. Era dependente de droga, mas não era moradora de rua", explicou.
13 anos de angústia
Daniela descreveu os 13 anos de buscas como um período de esperança e sofrimento para toda a família. Ela contou que os parentes acreditavam que a jovem ainda estivesse viva devido aos inúmeros relatos de pessoas que afirmavam tê-la visto.
Ao receber a confirmação da morte, a irmã afirmou que a família ficou em choque. Segundo ela, embora houvesse o receio de um desfecho trágico, os parentes se recusavam a aceitar essa possibilidade.

"No fundo, a gente quase tinha certeza, mas não queria acreditar. Como as pessoas falavam que viam ela, a esperança de encontrá-la viva era muito grande", destacou.
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