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Águas Claras: morador de rua desfigura rosto de jovem e é solto no mesmo dia

Um jovem de 18 anos foi brutalmente agredido por um homem em situação de rua na noite dessa terça-feira (28/7), em Águas Claras, no Distrito Federal. O ataque foi cometido por Luam Martins por volta das 19h40, na Rua 4 Norte, nas proximidades da Praça Ipê Amarelo. A vítima precisou ser socorrida devido à brutalidade do ataque. Ele rapaz  foi levado ao hospital com cortes profundos no rosto e uma fratura olho, já que usava óculos no momento em que levou um soco no olho.
5 imagensFechar modal.1 de 5Aviso de Imagens Fortes2 de 5Adolescente teve uma fratura grave no olho direitoMaterial cedido ao Metrópoles3 de 5O jovem de 18 anos sofreu cortes profundos no rosto após os óculos estourarem com o impacto do soco, em Águas ClarasMaterial cedido ao MetrópolesO jovem de 18 anos sofreu cortes profundos no rosto após os óculos estourarem com o impacto do soco, em Águas Claras4 de 5A vítima teve ferimentos no supercílio, abaixo do olho, na bochecha e na orelha, além de uma fratura facialMaterial cedido ao Metrópoles5 de 5Segundo a família, o rapaz ficou sem conseguir enxergar após a agressão e foi socorrido por pessoas que passavam pela Avenida CastanheirasMaterial cedido ao Metrópoles
Segundo a mãe da vítima, que pediu para não se identificar por medo do autor, o rapaz caminhava pela região quando foi atacado sem qualquer motivo. O agressor desferiu um forte soco no lado direito do rosto do jovem, que usa óculos por ter cerca de 10 graus de miopia.
Com a violência do impacto, a armação e as lentes estouraram contra o rosto da vítima, espalhando estilhaços de vidro. Os fragmentos provocaram cortes profundos no supercílio direito, na região abaixo do olho direito, na bochecha direita e na orelha direita.

Ainda de acordo com a mãe do jovem, o suspeito só interrompeu as agressões quando moradores se aproximaram para socorrer a vítima. Como o rapaz não conseguia enxergar, ele foi levado até a entrada do prédio onde mora. Em seguida, foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para atendimento médico.
“Eu estava chegando da rua quando vi meu filho no chão na entrada do prédio, ensanguentado. O rosto dele estava e ainda está desfigurado, há riscos de ficar sequelas. Eu tenho uma filha de 6 anos e ela poderia estar caminhando com ele naquele momento, pois estavam voltando do mercado”, relatou.
Suspeito foi liberado
Um sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO), que passava pela região e presenciou a agressão, perseguiu o suspeito e conseguiu alcançá-lo nas proximidades da Rua 13 Norte. De acordo com o registro policial, o homem desobedeceu às ordens de abordagem, resistiu à prisão e entrou em luta corporal com o militar. Durante a imobilização do suspeito, um disparo de arma de fogo foi efetuado, mas ninguém foi atingido.

O homem foi levado à delegacia, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e acabou liberado após assumir o compromisso de comparecer à Justiça quando convocado.
Ainda assustada com tamanha violência, a mãe contou ao Metrópoles que passou a noite chorando. Ela afirma que a sensação de insegurança mudou completamente a rotina da família.
“Estou horrorizada, chorando desde ontem, e com muito medo. Saber que esse homem está solto, tão perto da minha casa, me deixa desesperada pensando que ele possa querer vir atrás do meu filho de novo. Estou até pensando em me mudar”, desabafou.
Questionada, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que, nos casos de infração de menor potencial ofensivo, o procedimento previsto em lei é a lavratura do TCO. Nessa situação, o autor do fato firma o compromisso de comparecer em juízo e, por isso, não permanece preso.
Durante a ocorrência, o suspeito informou que momentos antes havia se envolvido em uma briga com seguranças de uma padaria e que, enquanto fugia, acabou agredindo a vítima.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal, e a 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) investiga as circunstâncias da agressão e a responsabilidade do autor.

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