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Marina ataca gestão ambiental e privatizações de Tarcísio: “Lógica do lucro”

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado Marina Silva (Rede) afirmou, em entrevista ao Metrópoles, em São Paulo, ver com “muita preocupação” a pauta ambiental e a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realizada pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“[Vejo] com muita preocupação, porque a crise hídrica em São Paulo é desde 2014, e não foi feito nada para resolver o problema de forma estrutural. Pelo contrário, com a privatização da Sabesp, você agravou o problema, porque agora a lógica é do lucro. Em vez de ser de atender a população, inclusive de forma injusta, porque a empresa está preocupada com seus dividendos”.
A concessão da Sabesp foi realizada em 2024, após a empresa Equatorial Participações e Investimentos se tornar a principal investidora com a compra de de 15% de ações da empresa, por R$ 6,9 bilhões. Desde então, a empresa quase dobrou seu lucro, mas viu dispararem as reclamações de consumidores relacionadas a cobranças em plataforma na internet. Com a crise hídrica, a Sabesp reduziu, em agosto de 2025, a pressão do abastecimento de água em toda a região metropolitana de São Paulo como uma medida para mitigar os efeitos da crise hídrica. Atualmente, a restrição acontece entre 19h e 5h.
“É papel do Estado o atendimento de serviços e isso não tem nada a ver com não fazer parceria com a iniciativa privada. É que tem coisa que é responsabilidade do Estado. Quem não quer trabalhar para a sociedade, fique na iniciativa privada, não vem ocupar o Estado brasileiro”, afirmou Marina. “Eu não sou favorável ao Estado provedor, que faz tudo e ainda faz o resto, e muito menos o Estado puramente regulador, que entrega tudo e ainda entrega o resto. Eu sou a favor do Estado mobilizador, que é capaz de mobilizar o que há de melhor de si mesmo.
Uma das promessas do candidato ao governo pelo PT, Fernando Haddad — de quem Marina faz parte da chapa — é a revisão de contratos assinados pela gestão de Tarcísio de Freitas, incluindo a Sabesp. Marina destacou ainda que a medida é importante já que “a crise hídrica no contexto da mudança do clima só vai se agravar”.
8 imagensFechar modal.1 de 8Marina Silva é candidata ao Senado por São Paulo pelo Rede SustentabilidadeMalu Lopes/Metrópoles2 de 8Marina Silva no Metrópoles Entrevista3 de 8Foi senadora pelo Acre, disputou a Presidência da República em três eleiçõesMalu Lopes/Metrópoles4 de 8Marina Silva em entrevista em São PauloMalu Lopes/Metrópoles5 de 8Natural do Acre, Marina é uma das principais lideranças ambientalistas do paísMalu Lopes/Metrópoles6 de 8Ela comandou o Ministério do Meio Ambiente em dois períodos: de 2003 a 2008 e de 2023 a 2026Malu Lopes/Metrópoles7 de 8Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, em entrevista ao Metrópoles com as repórteres Rebeca Ligabue e Alessandra FerreiraMalu Lopes/Metrópoles8 de 8Marina Silva integra a chapa do presidente Lula nas eleições deste anoMalu Lopes/Metrópoles
Novo Tarifaço
Marina também voltou a criticar a atuação de Tarcísio com o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, quando o governador chegou a perguntar “O que tem a ver o Estado de São Paulo com o Trump?“ em maio deste ano. A medida do governo Trump ganhou espaço também dentro do debate eleitoral em São Paulo.
Após a nova sobretaxa de 25%, o governador de São Paulo afirmou que as negociações devem continuar em andamento e que ela deveria ter sido prevista pelo governo. Segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apontam que São Paulo, um dos estados brasileiros mais impactados pela medida, pode deixar de movimentar US$ 3 bilhões.

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