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Legado de professor que ajudou a transformar cidade no interior de SP na Capital Nacional do Folclore é lembrado em festival

Fefol: conheça a relação da história do Festival do Folclore com prof. José Sant’anna
A experiência da docência é considerada transformadora não apenas para os professores que dedicam uma vida à transmissão do conhecimento, mas também para os alunos, que são moldados pelo cuidado e pela dedicação desses profissionais.

📚 No entanto, em Olímpia, no interior de São Paulo, um professor de língua portuguesa apaixonado pelo folclore conseguiu mudar não apenas seus alunos e a realidade da escola, mas a cidade de cerca de 50 mil habitantes, conforme o último Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A partir de sábado (1º), o município recebe a 62ª edição do Festival do Folclore (Fefol), um dos maiores eventos do gênero no país, que é considerado um legado vivo de José Sant’anna, o realizador desde sua primeira edição.
Conheça a história do professor José Sant’anna, idealizador do Fefol, em Olímpia (SP), que chega à 62ª edição em 2026
TV TEM/reprodução
O festival reunirá mais de 70 grupos, 2,8 mil artistas e contará com mais de 130 apresentações representadas por 21 estados. Em 2026, o estado homenageado será o Rio de Janeiro. Entenda abaixo.
💃 A história de José Sant’anna e sua herança para o Festival do Folclore são abordados no segundo episódio da série especial de reportagens da TV TEM denominada "Fefol: Além do Palco". Assista ao vídeo acima.
Fefol: De simpatias até danças, descubra como o folclore está presente no nosso dia a dia no interior de SP
TV TEM/reprodução
✨Como tudo começou
Filho de João Joaquim de Sant’anna e de Hypólita Theodora da Silveira Sant’anna, José Sant’anna nasceu no dia 8 de julho de 1937 em Olímpia.
Na cidade, tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e professor de Língua Portuguesa, atuando no magistério até sua aposentadoria. Durante sua carreira, em meados da década de 50, José se dedicou ao estudo do folclore brasileiro e se tornou um grande representante da cultura.
Conheça a história do professor José Sant’anna, idealizador do Fefol, em Olímpia (SP), que chega à 62ª edição em 2026
TV TEM/reprodução
As pesquisas e exposições realizadas em sala de aula se expandiram para as ruas de Olímpia, quando foi realizado, em 1965, a primeira edição do Festival do Folclore no município. As origens não foram esquecidas, e os alunos e professores se tornaram protagonistas dessa história.
“As pessoas vinham visitar e já tinha exposição, alimentação e comida típica, mas não tinha atração. Então, ele disse: ‘para atrair mais pessoas, vamos colocar os alunos para dançar, e você vai ensinar eles a dançar’. Sem imaginar que surgiria o grupo que está aí até hoje, que completa 60 anos no ano que vem”, conta Cidina Manzolli, fundadora do Grupo Olimpiense de Danças Parafolclóricas "Cidade Menina Moça" (GODAP).
Fefol: De simpatias até danças, descubra como o folclore está presente no nosso dia a dia no interior de SP
TV TEM/reprodução
Além de publicar diversos livros sobre o tema, José foi diretor do Anuário do Folclore, um registro de todas as edições do festival, incluindo os detalhes das cantigas, danças e grupos que se apresentavam.

Com o tempo e à medida que crescia, o Festival do Folclore passou a integrar a própria identidade da cidade, tornando-se também a Capital Nacional do Folclore. A oficialização foi em 21 de dezembro de 2017, quando foi sancionada a Lei Federal Nº 13.566, que conferiu ao município o título.
Conheça a história do professor José Sant’anna, idealizador do Fefol, em Olímpia (SP), que chega à 62ª edição em 2026
TV TEM/reprodução
Sua dedicação ao evento é frequentemente lembrada pela cidade e, mais especialmente, pelos seus familiares, que foram diretamente influenciados por seu trabalho.

“Tudo que eu sou, tudo o que eu sei e tudo o que eu tenho na vida foi ele”, conta Clarismundo Sant’anna, emocionado.

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Fotos antigas guardam memórias das primeiras edições da festa, como as do professor Márcio André Pimenta, que aparece nos álbuns de família com apenas quatro anos de idade, frequentando a praça durante o festival.
Fefol, de Olímpia (SP), tem início neste sábado (1º)
TV TEM/reprodução
O incentivo para estar sempre presente vinha da mãe, a dona de casa Ana Carlota Pimenta, que fazia questão de levar a família a cada ano.
“Eu tenho um mais velho que já estava na escola e dançava aqui no palco, e o Márcio que era pequeno e ficava no meu colo”, conta Ana Carlota Pimenta em entrevista à TV TEM.

Florada dos ipês
As lembranças do Fefol também se conectam com a natureza. Segundo a secretária de Cultura de Olímpia, Priscila Foresti, a florada dos ipês se tornou um marco visual que sinaliza a chegada do festival todos os anos.
“O professor Sant’anna dizia que, quando começava a florescer o Ipê Rosa, ele estava anunciando que o festival estava chegando. Na sequência, com a florada do Ipê Amarelo, o festival estava acontecendo e coroando esse encontro do Brasil aqui em Olímpia. E logo depois floresce o Ipê Branco, que era para mostrar que tudo tinha acontecido na devida paz”, conta Priscila.
Fefol, de Olímpia (SP), tem início neste sábado (1º)
TV TEM/reprodução
✈️De Olímpia para o mundo
Fefol, de Olímpia (SP), tem início neste sábado (1º)
TV TEM/reprodução
Neste ano, o estado homenageado no palco do evento será o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, os preparativos e a expectativa para a festa já são notáveis, principalmente pela dimensão do festival.

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