A Federação Argentina de Municípios (FAM) pediu desculpas ao povo brasileiro e manifestou solidariedade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os ataques feitos pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção nacional do PL, realizada no último sábado (25/7), em São Paulo.
Em comunicado divulgado nessa segunda-feira (27/7), a entidade, que representa os municípios argentinos, afirmou que as declarações do presidente argentino representam uma “inaceitável falta de respeito”. envergonham a Argentina e prejudicam a relação histórica entre os dois países.
“Mais uma vez, o presidente Milei exporta vergonha. Desta vez, para o Brasil, nação irmã com a qual a Argentina construiu uma relação histórica baseada no respeito, na cooperação e na integração”. diz o texto.
A FAM também ressaltou que a relação entre Brasil e Argentina transcende divergências entre governos e destacou a importância econômica e estratégica da parceria bilateral. Segundo a entidade, confrontos diplomáticos e provocações entre os dois países colocam em risco investimentos, exportações, empregos e oportunidades para argentinos e brasileiros.
“Afronta política e institucional”
Os prefeitos ainda classificaram as declarações de Milei como uma “afronta política e institucional” e afirmam que um chefe de Estado que substitui o diálogo por insultos “degrada a palavra presidencial e põe em risco os interesses duradouros da República”.
A nota acrescenta que “os insultos sempre revelam mais sobre quem os profere do que sobre quem os recebe”. O texto manifesta solidariedade ao presidente brasileiro e pede desculpas em nome dos municípios argentinos.
“A Confederação Argentina de Municípios manifesta sua solidariedade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estende suas mais sinceras desculpas ao povo brasileiro. Estamos convencidos de que essas declarações não representam o sentimento da grande maioria do povo argentino, que acredita na fraternidade entre as nações, na integração latino-americana e na construção de uma Grande Pátria baseada no respeito, na democracia e na justiça social”. afirma a nota.





