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São Roque Prev: instituição que aplicou no Banco Master tinha reincidência de irregularidades e CPI pede que MP analise inquérito

Ex-presidente do São Roque Prev nega irregularidades em depoimento à CPI do Banco Master
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou irregularidades na gestão do Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque (SP), o São Roque Prev, concluiu que a autarquia teve reincidência de irregularidades já apontadas anteriormente por órgãos de controle.

O relatório final, lido nesta segunda-feira (27), na Câmara Municipal, recomenda o encaminhamento do caso ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para que o órgão avalie a abertura de inquérito e adote as providências que entender cabíveis.
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Relatório da CPI do Banco Master foi lido no plenário da Câmara Municipal de São Roque
João Belarmino / TV TEM
A CPI foi instaurada a partir do requerimento de abril deste ano. A comissão foi presidida pelo vereador Mateus Taraborelli Foina (PSB), teve Wanderlei Divino Antunes (Republicanos) como relator e Guilherme Araújo Nunes (PSD) como membro.
O objeto da investigação foi a apuração de possíveis irregularidades na gestão administrativa, documental, financeira e decisória do São Roque Prev entre 2024 e 2026, com foco em aplicações financeiras vinculadas ao Banco Master, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Após a leitura do documento, os vereadores Diego Costa (PSB) e Dani Castro (PSD), que não fazem parte da CPI, solicitaram a prorrogação dos trabalhos e que o relatório não fosse votado nesta segunda-feira, para que os demais parlamentares tivessem mais tempo para leitura e análise das conclusões.
Os membros da CPI votaram contra o requerimento de prorrogação, sob a alegação de que a extensão dos trabalhos da comissão só poderia ser solicitada em sessões ordinárias ou extraordinárias, antes do prazo final. Após essa discussão, os integrantes aprovaram o relatório por unanimidade.
O que diz o relatório
Segundo o documento, o instituto chegou a aplicar R$ 93,15 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, valor que representou cerca de 18,8% do patrimônio líquido do São Roque Prev em setembro de 2024, próximo do limite de 20% permitido pela legislação.

Ainda de acordo com o relatório, em outubro de 2025, antes da liquidação do banco, o impacto sobre o patrimônio do instituto já chegava a R$ 108.433.906,00.
A CPI concluiu que houve "fragilidades nos mecanismos de governança, marcada pela inefetividade de conselhos e reincidência de irregularidades já apontadas pelos órgãos de controle da São Roque Prev".

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