Antenas do observatório ALMA apontam para o céu durante uma noite iluminada pela Lua, no Chile.
ALMA/Alex Pérez
Possíveis sinais enviados por civilizações extraterrestres podem estar escondidos em uma parte do espectro de rádio que recebeu pouca atenção nas últimas décadas, aponta um novo estudo apresentado nesta semana no Reino Unido.
A pesquisa realizou a primeira busca por sinais de inteligência extraterrestre usando o Alma, conjunto de antenas instalado no deserto do Atacama, no Chile.
Em vez de observar novamente o céu, a equipe analisou dados antigos, originalmente coletados para outras pesquisas astronômicas.
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A maior parte dessas buscas costuma se concentrar em uma faixa considerada relativamente silenciosa, localizada entre as frequências emitidas naturalmente pelo hidrogênio e pela hidroxila — substâncias que, juntas, formam a água.
Ao aplicar um modelo da Via Láctea a um levantamento anterior, a estimativa de estrelas alcançadas pelas antenas subiu de cerca de 288 mil para mais de 6,1 milhões.
Isso acontece porque, ao apontar para um alvo específico, o telescópio também registra muitas outras estrelas presentes na mesma área do céu.
Parte delas é distante, pouco brilhante ou difícil de identificar nos catálogos atuais e, por isso, pode ficar de fora das contagens tradicionais.
Com o modelo da galáxia, a pesquisadora conseguiu estimar também essa população menos visível. O resultado sugere que buscas anteriores podem ter analisado uma parcela muito maior da Via Láctea do que se acreditava.
Por isso, para os pesquisadores, o trabalho mostra que observatórios capazes de captar frequências mais altas podem ampliar a busca por sinais de outras civilizações.
Além disso, dados astronômicos já armazenados, mesmo coletados originalmente para outros estudos, podem ser reanalisados à procura de possíveis transmissões artificiais.
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