"Infelizmente, está no estado muito avançado, que, infelizmente, com a medicina, não tem mais jeito, não tem mais cura", disse a influenciadora em vídeo. Ela revelou ainda que a médica deu previsão de 6 meses a 2 anos de vida.
Káh contou que, nos últimos meses, vinha sentindo fortes dores, o que tinha feito ela viver à base de morfina – que ela tomava de 4 em 4 horas. Quando a medicação não resolvia, ela precisava ir à emergência do Instituto do Câncer do Ceará (ICC).
Também nas redes sociais, o marido de Káh, Edmilson Alcântara, compartilhava sua rotina de trabalho e convívio com a família. Eles estavam juntos há oito anos e haviam se tornado, para os seguidores do casal, símbolo de companheirismo e amor: "Dividir a minha vida com você durante esses oito anos foi e continua sendo uma dádiva. Você transformou a minha história, fez da nossa casa um lar e me deu os momentos mais felizes que eu poderia viver", escreveu Edmilson em última postagem com a esposa.
Káh Felipe fez postagem falando sobre saudade da família dois dias antes de morrer em hospital de Fortaleza.
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O que é a doença?
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) explica, no site da instituição, que o Xeroderma Pigmentoso (XP) é uma doença genética, não contagiosa, que afeta igualmente ambos os sexos e é caracterizada por uma extrema sensibilidade à radiação ultravioleta (presente nos raios solares).
“Afeta, portanto, as áreas do corpo mais expostas ao sol como a pele e os olhos. Em pessoas com esse problema, após exposição à luz solar surge um ‘defeito’ no reparo do DNA, com possibilidade da pele formar câncer cutâneo”, explicou.
A entidade falou também que alguns indivíduos com XP podem apresentar envolvimento neurológico, mas é raro. “As chances de desenvolver XP são, segundo estatísticas norte-americanas e europeias, de 1 para 1 milhão. Portanto, uma afecção rara. Como é uma patologia hereditária, há transmissão genética para familiares”, destacou.
💡 O XP não se contrai por meio de contato físico (pessoa a pessoa), nem mesmo por contato com secreções, aerossóis (“espirros”, por exemplo). Os portadores da doença podem compartilhar a interação social, frequentando ambientes públicos, como colégios, creches etc. mas com extrema proteção solar, sem qualquer prejuízo a qualquer indivíduo.
A SBD explicou que a doença é tratada por meio da remoção de eventuais tumores e terapias tópicas com medicações apropriadas.
“No aspecto emocional, é importante que portadores da doença tenham amigos e sejam compreendidos, pois não devem se abster do convívio social. Com as devidas medidas de fotoproteção e prevenção, podem e devem participar de todas as atividades da comunidade da qual fazem parte”, destacou a entidade.
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