Estudantes criam vestidos recicláveis em Rio Preto (SP)
TV TEM/Reprodução
O consumo de roupas faz parte da rotina de muitas pessoas, mas o aumento da produção e do descarte de peças tem chamado atenção para os impactos ambientais causados pela chamada moda rápida, ou fast fashion.
No interior de São Paulo, iniciativas de moda circular mostram que é possível renovar o guarda-roupa, economizar e ainda reduzir o desperdício.
A proposta da moda circular é prolongar a vida útil das peças, fazendo com que elas continuem sendo utilizadas por mais tempo. Um dos principais exemplos desse movimento são os brechós, que transformaram a venda de roupas usadas em uma alternativa de negócio e consumo consciente.
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Em Bauru (SP), empreendedores têm apostado nesse modelo. A comerciante Luciana Dantas trabalha com peças de segunda mão e conta que parte do estoque vem de bazares beneficentes e também de clientes que vendem ou deixam roupas do próprio guarda-roupa.
"Minha captação vem muito de bazar, de instituições beneficentes, casas de apoio. Mas hoje também tenho pessoas que trabalham comigo nas duas vias: elas compram e também fornecem peças do próprio guarda-roupa para o meu brechó", explica.
Para a cliente Carolina Lopes, o brechó virou uma forma de economizar e encontrar peças de qualidade por preços mais acessíveis.
"Quando a gente vai numa loja de roupas novas, mesmo peças que não têm tanta qualidade custam muito caro. Então, no brechó, quando a gente vem com tempo, consegue encontrar peças de marcas muito caras por um preço bem menor", afirma.
Em Bauru (SP), brechós apostam no reaproveitamento e dão nova vida às roupas
TV TEM/Reprodução
O crescimento desse tipo de consumo acompanha uma preocupação mundial com os impactos da indústria da moda. Segundo especialistas, a produção em larga escala exige grande quantidade de recursos naturais.





