A Justiça de São Paulo prorrogou, por mais 30 dias, a prisão temporária do vereador Senival Moura (PT), acusado de lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da Transunião, empresa que ganhou a concessão para operar 50 linhas de ônibus na capital paulista. O parlamentar foi preso no fim de junho, no apartamento onde mora, no Tatuapé.
Em nota, a defesa de Senival Moura disse que discorda da manutenção da prisão preventiva e afirmou que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para que a Justiça revise a decisão. Leia a nota completa mais abaixo.
Antes, o Judiciário já havia recusado a revogação da prisão temporária do vereador e negado o pedido da defesa para convertê-la em domiciliar.
Moura é um dos alvos da operação Última Parada, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), vinculado à Polícia Civil. Em seu sexto mandato como vereador de São Paulo, ele é suspeito de ser o “dono oculto” da Transunião.
Quando foi preso, Moura ocupava o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora e de presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara Municipal de São Paulo. As investigações apontam, inclusive, que a atuação dele na comissão lhe conferia poder de fiscalização e regulamentação sobre o próprio setor no qual a Transunião atuava.





