STF autoriza investigação contra ministro do STJ Marco Buzzi em caso de venda de sentenças
O ministro catarinense de 68 anos Marco Buzzi deve ser alvo de investigação da Polícia Federal. Ele ocupa o cargo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde setembro de 2011 e está afastado desde fevereiro deste ano, após acusações de importunação e assédio sexual apresentadas por duas mulheres.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que a PF investigue Buzzi no inquérito que apura suspeitas de venda de sentenças.
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp
Marco Buzzi é natural de Timbó, no Vale do Itajaí.
Em fevereiro, foi acusado por uma jovem de 18 anos de importunação sexual durante férias com a família em Balneário Camboriú (SC).
Na mesma época, uma ex-funcionária de gabinete também expôs episódios reiterados de assédio sexual e importunação cometidos enquanto trabalhava na equipe do magistrado no STJ.
Quem é Marco Buzzi?
Buzzi é mestre em ciência jurídica, com especialização em gestão e controle do setor público, direito do consumo e em instituições jurídico-políticas.
Foi presidente eleito da Associação dos Magistrados Catarinenses em 1998/1999 e integrou o Conselho Fiscal da Associação dos Magistrados Catarinenses. Também foi fundador do Jornal A Tribuna.
Antes de ir para o STJ, foi presidente da Terceira Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), em 2010.
No STJ, ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve a aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Quais são as suspeitas em relação a venda de sentenças?
Os investigadores apontaram ao STF que há menções a familiares de Buzzi em material reunido ao longo da Operação Sisamnes, que apura desde novembro de 2024 um esquema de venda de sentença no STJ. Agora, a PF analisa os dados pra saber se de fato há indícios contra o ministro e seus familiares.
Em nota, a defesa do magistrado negou qualquer irregularidade.





