Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Esqueça a celeuma em torno da Odisseia: é um belo filme, é Shakespeare

Eu deveria falar das tarifas de Donald Trump, da reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro ou das piscadelas do Centrão para Lula. Mas vou falar do que interessa: de A Odisseia, que ganhou versão cinematográfica do diretor britânico Christopher Nolan.
Li a tradução para o inglês de E.V. Rieu, revista por seu filho, D.C.H Rieu, ambos sumidades em grego antigo. Quantos pais podem ter a satisfação de terem a própria tradução de um clássico revista por um filho?
A tradução da Odisseia foi o primeiro volume a ser publicado da coleção Penguin Classics, da qual E.V. Rieu foi o editor pioneiro.
A coleção foi lançada há exatos 80 anos, em 1946, e não sei dizer se o diretor Chistopher Nolan deu-se conta da efeméride ao adaptar o clássico de Homero para o cinema.
Embarcado em Atenas em lindo barco alugado por um amigo, eu estava em um cruzeiro pelas Ilhas Cíclades quando li a versão de pai e filho. Poros, Hidra, Kythnos, Delos, Mikonos, Paros, Milos, Sérifos, Kea, Templo de Poseidon, tal foi a nossa odisseia gourmet.
Ler Homero na Grécia, emoldurado pelo azul improvável do Egeu, foi privilégio que passa longe da minha realidade atual: nos intervalos de Brasil, aqui no probabilíssimo Itaim Bibi, leio a tradução de Martin Hammond da Ilíada, que integra a mesma Penguin Classics.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore