Militar vira réu pela morte de escrivã da PF em Cascavel
A Justiça do Paraná aceitou a denúncia contra o militar da reserva do Exército Júlio César Valteman, de 58 anos, acusado de matar a esposa, a escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty, de 44 anos. Com a decisão, ele se tornou réu por feminicídio.
O casal tem uma filha e estava junto há cerca de 15 anos.
Conforme o delegado Ian Baptista de Leão, o militar disse em depoimento que ele e a esposa tinham voltado para a casa para assistir ao segundo tempo do jogo. Ele contou que saiu do carro, ouviu os disparos e, quando voltou ao veículo, encontrou Vanessa quase sem vida e acionou o socorro.
"Ele disse que escutou os disparos no momento em que ele estava fora do veículo e depois retornou e verificou que ela estava quase sem vida e respirando com dificuldade", informou Leão.
Mulher foi encontrada com um tiro da cabeça, dentro do carro, em Cascavel, no Paraná.
Hugo Mendes/RPC
O delegado informou que Vanessa morreu com um tiro na cabeça e a arma usada no disparo era de Júlio.
A Polícia Científica foi acionada e periciou a cena do crime. Contudo, segundo o delegado, foram coletadas provas divergem do depoimento de Júlio.
"Os peritos encontraram provas que não são compatíveis com suicídio, como distância da arma e ausência de sinais e efeitos balísticos na vítima, como pólvora, zona de chamuscamento. Quando o tiro é dado de forma próxima, existem alguns fenômenos físicos que atingem o corpo da vítima. E esses elementos não foram verificados no momento da apresentação da ocorrência", disse o delegado.
Leão informou que imagens de câmeras de segurança cedidas pelo militar, mostram que o tiro aconteceu dentro do carro e Júlio teria demorado cerca de três minutos para verificar a situação. Segundo o delegado, a câmera fica voltada para a rua, por isso não registrou o momento do tiro, somente os sons.
O vídeo não foi divulgado pela polícia. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.





