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VÍDEO: filhote de beija-flor resgatado por veterinário no interior de SP dá primeiros voos e ganha novas penas

Filhote de beija-flor resgatado por veterinário dá primeiros voos
O filhote de beija-flor resgatado há mais de dois meses em Presidente Prudente (SP) continua evoluindo a partir dos cuidados do veterinário Luís Felipe Zulim.
Ao g1, o especialista descreve as novidades do comportamento apresentado pela ave, que já está mais independente.

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“Tem um pouquinho mais de penas coloridas, está mais agitadinho, espertinho, presta atenção em tudo e também está dando uns voos baixos", detalha.

“Eles consomem néctar e também conseguem capturar pequenos insetos. Então, eles precisam dessa quantidade de proteínas, gorduras, minerais.”
A frequência cardíaca da ave pode chegar a 1.200 batimentos por minuto em pleno voo, e o coração representa 5% do peso corporal.

“Um coração grande para uma ave tão pequena”, destaca a especialista.
“O beija-flor exerce um papel ecológico importantíssimo como polinizador de diversas espécies de vegetais, flores, enfim. Isso contribui diretamente, por exemplo, para a reprodução das plantas nativas”, continua Amanda.
Cuidados eram a cada 30 minutos
Quando o filhote foi resgatado, precisava ser alimentado a cada 20 ou 30 minutos, o que fazia com que acompanhasse o veterinário durante praticamente todo o tempo e em diferentes lugares.
Uma das preocupações do veterinário está relacionada à alimentação da ave. Segundo uma amiga que trabalha com aves, a dieta diária dos beija-flores inclui uma grande quantidade de pequenos insetos, como mosquitos, o que torna a manutenção da espécie em “cativeiro” um desafio.
"Acreditamos que a falta do alimento mais específico, aliada às temperaturas frias, retardou o desenvolvimento, mas seguimos na luta, pois ele se apresenta forte, interagindo, pedindo alimento e batendo as asas", explica Zulim.
Além disso, o animal apresentava deformidade nas patas, mas isso não é algo que possa impedir que a ave voe, pois, segundo o veterinário, o mais importante são as asas.
"Percebi que o aquecedor ajudou muito no desenvolvimento dele nas últimas semanas. É devagar, mas já é possível ver peninhas novas e ele mais ‘reforçadinho’", completa.
Filhote foi resgatado no dia 12 de maio; inicialmente, o veterinário pensou que o filhote estava morto
Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal
Recuperação e meta de soltura
Zulim destaca que o "filho de asas" está em recuperação, mas o processo se torna mais lento devido à falta da presença da mãe.

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