O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), em Campo Grande (MS)
Rafaela Moreira/TV Morena
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), afirmou nesta quinta-feira (23), durante uma agenda em Campo Grande, que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito. A declaração ocorre após o plano de governo do partido propor o fim do programa e a criação de um novo modelo de transferência de renda.
Segundo Renan, o benefício será mantido para quem precisa, mas o governo deverá criar alternativas para que os beneficiários possam deixar o programa.
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Na terça-feira (21), Renan apresentou o plano de governo do Missão para as eleições de 2026. Na área social, o documento propõe substituir o Bolsa Família por um modelo voltado à inserção no mercado de trabalho.
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Segundo o documento, pessoas em “idade economicamente ativa” deixariam de receber transferência direta de renda e passariam a integrar um programa remunerado de frentes de trabalho, condicionado à realização de atividades em benefício da comunidade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera economicamente ativa a população a partir dos 15 anos.
Apesar da proposta apresentada no plano de governo, Renan afirmou que pretende manter o Bolsa Família, com mudanças, caso seja eleito.
"O Bolsa Família vai ser mantido, especialmente para as pessoas que precisam de verdade o Bolsa Família. A diferença entre que o remédio e o veneno é a dosagem", destacou Renan.
Renan também criticou a possibilidade de ampliar o benefício para pessoas solteiras e sem filhos.
"Se o governo federal agora está querendo permitir para solteiros o Bolsa Família [.] Eu acho isso um absurdo, porque sai até do conceito de família", falou.
Segundo Renan, jovens solteiros que buscarem o benefício deverão ser encaminhados, antes de tudo, para oportunidades de trabalho oferecidas pelo governo.
O pré-candidato afirmou ainda que pretende criar “portas de saída” do programa, com ações dos governos federal, estaduais e municipais.
"Nós vamos organizar aqui nos estados e municípios, para poder criar as portas de saída, especialmente para poder honrar o brasileiro, que está pagando muito imposto para sustentar, não só a máquina do governo federal, mas, eventualmente, os outros brasileiros".
Renan disse que o foco inicial de um eventual governo seria quem paga impostos.
"O foco nosso, no início do nosso governo, é pensar em quem está pagando o imposto."
Renan também defendeu a criação de frentes de trabalho como alternativa à transferência direta de renda. Ele citou como referência medidas adotadas nos Estados Unidos durante a crise econômica iniciada em 1929.
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