Sigma Lithium atua nos municípios de Araçuaí e Itinga
Divulgação/Sigma Lithium
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG (Semad) suspendeu parte das atividades da Sigma Lithium, maior produtora de lítio do Brasil, na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A medida atinge as licenças das duas frentes de extração que abastecem a fábrica da empresa, em Araçuaí e Itinga.
Segundo a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), órgão da secretaria que determinou a suspensão, a fiscalização apontou danos a cursos d'água em áreas de preservação, desmatamento irregular, uso de água subterrânea e início da exploração antes do previsto pelas licenças.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp 🔎O lítio é essencial para baterias de carros elétricos e eletrônicos. O Vale do Jequitinhonha, dono da maior reserva do mineral no país, virou alvo de investimentos bilionários (entenda o contexto ao final da reportagem).
A Sigma diz estar em contato com autoridades reguladoras, incluindo o regulador do mercado dos Estados Unidos.
Região do Vale do Jequitinhonha é rica na produção de lítio.
TV Globo/Reprodução
Entenda o contexto
A Sigma Lithium é uma mineradora canadense-brasileira que começou a operar no Vale do Jequitinhonha em 2023 e é hoje a maior mineradora de lítio do país em volume de produção.
Antes dela, a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) já atuava na região desde 1991, enquanto a AMG produz o minério em outra parte de Minas.
O lítio é um mineral estratégico, usado principalmente na fabricação de baterias de carros elétricos e de aparelhos eletrônicos.
A demanda mundial cresceu nos últimos anos, e o Vale do Jequitinhonha, que concentra a maior reserva conhecida do mineral no Brasil, passou a atrair investimentos bilionários, no projeto que o governo estadual batizou de "Vale do Lítio".
Ao mesmo tempo, a expansão da mineração na região tem gerado preocupação em comunidades locais e em pesquisadores de universidades, que apontam impactos sobre o acesso à água e sobre povos tradicionais.
Interior de MG na mira da corrida pelo lítio
g1
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