Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

MP investiga permanência de presos com transtornos mentais na Penitenciária Central de Cuiabá

Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá
Governo de MT/Divulgação
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou um inquérito civil para apurar a situação de pessoas privadas de liberdade com transtornos mentais que estão custodiadas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e buscar a transferência delas para unidades adequadas de tratamento terapêutico.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A investigação foi aberta pela 5ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, por meio do Núcleo de Execução Penal, após informações da Gerência de Apoio Administrativo e Penal apontarem que diversos presos com transtornos mentais permanecem na unidade prisional por falta de vagas em locais destinados à internação psiquiátrica.
Segundo o MP, parte dos custodiados cumpre internação provisória ou medida de segurança, mas deveria estar em unidades de atendimento especializado, como o Hospital Adauto Botelho, referência em Mato Grosso para tratamento psiquiátrico.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp
Agora no g1
O órgão destacou que a Lei de Execução Penal estabelece que penitenciárias são destinadas a condenados ao regime fechado, enquanto pessoas consideradas inimputáveis ou semi-imputáveis devem ser encaminhadas para hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico.
Além disso, o MP citou normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e portarias estaduais que atribuem à rede pública de saúde a responsabilidade pelo atendimento terapêutico de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei.
Com a abertura do inquérito, o Ministério Público pretende verificar a situação dos internos e garantir que eles sejam encaminhados para locais apropriados ao tratamento, conforme previsto na legislação. O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Rodrigo de Araújo Braga Arruda.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore