Belo Horizonte – A disputa pelo governo de Minas Gerais começa a ganhar contornos mais delimitados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ouvir duas recusas e sondar diversos quadros, escolheu uma figura histórica do PT mineiro, o deputado federal Patrus Ananias, para lhe dar palanque no estado. Já o PL do senador Flávio Bolsonaro segue na esperança de que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) caminhe junto a eles, mas, para não ficar desguarnecida, a legenda conta com uma alternativa.
Por que Minas é decisiva para Lula e Flávio Bolsonaro
Segundo maior colégio eleitoral, Minas tem 16,38 milhões de eleitores e concentra cerca de 10% dos votos do país.
Termômetro nacional: desde 1989, o candidato que venceu a eleição presidencial também ganhou em Minas.
Resultado apertado: em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro no estado por apenas 49.650 votos.
Caminho difícil para o PT: Rodrigo Pacheco recusou a candidatura, Marília Campos manteve o projeto de concorrer ao Senado e as conversas com Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo não avançaram.
A aposta em Patrus: o deputado garante um palanque a Lula, mas o PT ainda precisa definir o vice e ampliar a aliança.
Flávio espera Cleitinho: o PL trata o senador como sua principal opção para comandar o palanque de Flávio Bolsonaro em Minas.
Cleitinho ainda não confirmou se disputará o governo. A convenção estadual do PL foi transferida de 23 para 27 de julho, dando mais tempo às negociações.
Plano B do PL: se a composição com Cleitinho não avançar, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli aparece como principal alternativa.
PT faz seu movimento
Na manhã dessa segunda-feira (20/7), foi oficializada a candidatura de Patrus, que passou a ser cotado no início deste mês, após recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que disse que quer sair da vida política, e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que defendeu seu plano inicial de concorrer ao Senado.
O histórico como prefeito de Belo Horizonte (1993-1996), quando implementou os Restaurantes Populares e o Orçamento Participativo; além da boa relação com Lula, pesaram na escolha do deputado para a disputa.
Patrus foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2004-2010), período em que iniciou o Bolsa Família, e de Desenvolvimento Agrário (2016).




