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Caso Helena: mãe consegue medida protetiva após ameaça de facções

Após a morte da bebê Helena, de 10 meses, em 13 de julho, e a divulgação dos laudos periciais que descartaram violência sexual, a defesa da mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, obteve medidas protetivas de urgência na Justiça do Ceará para proteger a mulher de pessoas que a ameaçaram ou atacaram, entre elas, o pai da criança.
Em nota publicada nas redes sociais, o advogado Weryd de Simões informou que a decisão do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) foi fundamentada em elementos dos autos que apontam: violências física, psicológica, moral e patrimonial sofridas por Ysabelle, além de mencionar ameaças, ataques nas redes sociais e publicações envolvendo facções criminosas no Ceará.
Investigação
O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Helena. A bebê foi levada a um hospital particular de Fortaleza, onde seis médicos — quatro emergencistas pediátricos e dois cardiologistas — identificaram lesões nas partes íntimas da criança durante o atendimento. A avaliação clínica inicial levantou a suspeita de asfixia associada a indícios de violência sexual, o que levou ao acionamento da Polícia Civil.
No entanto, os exames da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluíram que a criança morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta e descartaram a ocorrência de violência sexual. Com base nos laudos periciais, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) reclassificou a investigação para homicídio culposo.
As investigações resultaram na prisão de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado como “ficante” de Ysabelle, e de seu primo, Roberto Levy Magalhães, de 26 anos. Os dois tiveram as prisões convertidas em preventivas.
Em nota, após a prisão de Francisco Ray – a defesa dele afirmou que o cliente “não estava no mesmo quarto em que a criança dormia&#8221. A advogada Gleicy Kelly Leitão informou ainda que ele se submeteu voluntariamente à coleta de material genético.
6 imagensFechar modal.1 de 6Helena morreu aos 10 mesesReprodução Redes Sociais2 de 6A bebê morreu no hospitalReprodução / Redes sociais3 de 6Os suspeitos do crime são Francisco Ray, que mantinham um relacionamento casual com a mãe da bebêImagem cedida ao Metrópoles4 de 6E Roberto Levy Rodrigues, que é primo de Francisco RayImagem cedida ao Metrópoles5 de 6Ysabelle Rodrigues é a mãe da bebê. Ela levou a criança ao hospital suspeitando que ela estava engasgadaReprodução / Portal GC Mais
6 de 6A mãe de bebê morta postou um desabafo nas redes sociais: "Só você sabe o quanto eu te amava"Reprodução / @silvyealves

Helena morreu em 13 de julho, após ser levada pela mãe a um hospital particular de Fortaleza.
No hospital, seis médicos acionaram a Polícia Civil do Ceará após constatarem indícios de violência sexual – situação que foi descartada pela perícia nessa sexta-feira (17/7).
Após a morte de Helena, Ysabelle disse em depoimento que percebeu que a filha passava mal durante uma confraternização em um apartamento e acreditou que a bebê estivesse engasgada.
Com a violência sexual descartada e confirmada a morte por asfixia mecânica, a investigação passou a apurar o caso como homicídio culposo.
Francisco Ray Magalhães, apontado como “ficante” da mãe, e Roberto Levy Magalhães, primo dele, foram presos no dia dos fatos e seguem em prisão preventiva.

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