Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam planejado invadir a Delegacia Sede de São Caetano do Sul, no ABC, região metropolitana de São Paulo, usando fuzis e veículos blindados para resgatar três presos investigados por envolvimento no atentado contra o tenente da Polícia Militar (PM) Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em 27 de junho.
Os relatos foram encaminhados ao Disque Denúncia (181) e levados a sério pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) os quais solicitaram a retirada dos suspeitos da carceragem policial. Segundo documentos, obtidos pela reportagem, membros da “sintonia final de rua” da facção e lideranças criminosas da zona leste da capital paulista e da favela de Heliópolis, na zona sul, estariam envolvidos na articulação.
5 imagensFechar modal.1 de 5Golias durante fuga, acompanhado da esposa e de duas filhas, além de um homem Reprodução/SSP2 de 5Eloá Pimentel (à esquerda) foi morta em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves. O irmão da jovem, o tenente Ronickson Pimentel (à direita) ingressou na Polícia Militar em 2009, um ano depois do caso que chocou o país. Divulgação.3 de 5Reprodução/Redes Sociais/PMSP4 de 5Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel Polícia Militar/Reprodução5 de 5Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia PimentelReprodução/ Instagram
O Metrópoles já havia revelado sobre o alerta indicando a possível operação de resgate. Os documentos ainda mostram que o risco permaneceu por dias, enquanto decisões divergentes da Justiça impediram que a remoção fosse imediatamente concluída.
Presos estariam colaborando
Marcos Vinícius Dias Machado e Carlos Roberto Ferreira foram presos sob suspeita de participação na logística do atentado. O terceiro detido é Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, investigado por tentar ocultar a motocicleta usada no crime, em troca de R$ 100. O quarto suspeito detido é Luis Altino da Silva, o Chuck, de 42 anos.
Uma das denúncias afirma que Carlos e Marcos estariam “abrindo o bico” e colaborando com a polícia. Por isso, integrantes da facção estariam supostamente avaliando a possibilidade de matá-los ou retirá-los da delegacia à força.
O denunciante afirmou ainda que uma pessoa ligada ao PCC teria visitado os presos e observado a estrutura interna da unidade, incluindo o número de policiais, as armas disponíveis e o local da cela. A informação consta de denúncia anônima e é checada pela investigação.
Outro relato mencionou três veículos utilitários esportivos blindados e fuzis que seriam separados para a suposta ação de resgate.





