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‘Nosso guerreiro’, diz mãe de bebê que apresentou sinais vitais 2 horas após ser dado como morto

Bebê dado como morto apresenta sinais vitais em SP: 'Verdadeiro milagre', diz hospital
A mãe do bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de um mês, que apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto na Santa Casa de Rio Claro (SP), afirmou que o filho segue lutando para ficar bem e que acredita que o ocorrido foi um milagre. O recém-nascido foi transferido para um hospital especializado para tratamento de uma malformação congênita.

Letícia Cristina da Cruz Santos confirmou ao g1 que uma funcionária da funerária – que havia ido até a Santa Casa para recolher o corpo do bebê para encaminhá-lo aos procedimentos de velório e sepultamento – identificou que o filho dela apresentava sinais vitais e acionou a equipe médica.
A Santa Casa informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não identificou qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes no momento da constatação da morte. (Leia mais abaixo).
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A mãe relatou que ela e o marido presenciaram o ocorrido, chegando a ver o filho sem vida e com a coloração roxa.

"Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo [.] milagre não se explica, se vive", disse ela.
Foto que os pais tiraram com o Noah após eles serem chamados para retornar ao hospital porque ele apresentou sinais vitais
Arquivo Pessoal
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Sensação ao receber a notícia
Letícia contou que após a constatação da morte do filho, ela e o marido permaneceram aproximadamente uma hora com Noah. Horas depois, o casal já estava em casa, quando recebeu uma ligação do hospital solicitando que retornassem à instituição – sem informar o motivo.

"Meu esposo falou umas três vezes: 'Moça, já estamos sabendo do acontecido, já fizemos todos os procedimentos', mas ela insistiu para irmos, isso às 21h40. Chegando lá, entramos novamente na UTI e elas nos contaram sobre o nosso milagre. Só consegui dizer 'Glória a Deus' e chorar", relembrou.

O ocorrido foi justamente na data em que Noah deveria nascer, de acordo com a mãe. "Uma coisa bem marcante é que foi no dia 15, que era para ele nascer se não tivesse nascido prematuro e estava completando um mês que nasceu".

Noah nasceu prematuro e com fenda palatina, que é uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca, que ocorre quando os tecidos não se unem nas primeiras semanas de gestação. Ela afeta a amamentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dentário.
'Em êxtase e anestesiada'
Em um vídeo, compartilhado nas redes sociais, Letícia contou que está em êxtase e anestesiada. "Às vezes eu acho que a gente está sonhando, não só eu, mas eu estava conversando com meu esposo agora há pouco lá dentro do hospital, olhando para ele [Noah] e ele ali se mexendo, batendo as perninhas, de olhos abertos. A gente fica maravilhado".

Ela disse, ainda, que Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica. "Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele".

Noah, de um mês, apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto em Rio Claro, SP
Arquivo Pessoal
Entenda o caso
Noah foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal logo após o nascimento, em 15 de junho.
Como precisava passar por uma cirurgia em um hospital especializado fora de Rio Claro, ele aguardava transferência, mas, de acordo com a Santa Casa, apresentou uma piora no estado de saúde e sofreu uma parada cardiorrespiratória, na última quarta-feira (15), quando completava um mês de vida.
O hospital disse que todas as manobras de reanimação cardiopulmonar foram iniciadas imediatamente e conduzidas por aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Após as tentativas de reanimação, o óbito foi constatado no fim da tarde.
Santa Casa de Rio Claro (SP)
Wesley Almeida/EPTV
Conforme o hospital, após a constatação do óbito, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e acolhimento aos pais. Em seguida, foi encaminhado a outro setor para aguardar a retirada do corpo pela instituição escolhida pela família.
A Santa Casa não descreveu quais critérios foram adotados para a declaração do óbito do bebê.

Cerca de duas horas após a constatação do óbito, a funcionária da funerária percebeu a presença de sinais vitais e acionou a equipe hospitalar. O recém-nascido foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos.

Não foi divulgado quais os sinais vitais foram identificados pela funcionária da funerária.

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