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Doceria optou por não reabrir estande em feira após receber ameaças, diz empresa acusada de ‘golpe do doce’

Decon realizou fiscalização em stand de doces denunciado por consumidores e constatou práticas abusivas no estabelecimento.
MPCE/ Divulgação
A Doceria Deleites, alvo de polêmica após uma série de reclamações de clientes que disseram ter sido surpreendidos com os altos preços e constrangidos a pagar, informou que resolveu fechar seu estande na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Cariri do Ceará, devido a ameaças recebidas nos últimos dias.
A doceria mineira afirmou que, diferente do que estava circulando nas redes sociais, o local não foi embargado pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará (MPCE). No entanto,os proprietários resolveram por conta própria não voltar à feira.

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"Observados os fatos e tendo fiscalizado a doceria Deleite's, e não encontrando qualquer irregularidade, o MPCE autorizou ainda no mesmo dia o Estande a voltar a funcionar, conforme já estava funcionando, contudo, devido a grandes ameaças sofridas por internautas e até mesmo por pessoas de Crato, os responsáveis da doceria preferiram não abrir mais seu estande na Expocrato", disse a loja em comunicado.

O g1 ouviu relato de cinco clientes que foram pegos de surpresa com o preço pago nos produtos vendidos pela Doceria Deleites. A venda dos produtos foi alvo de reclamações durante esta semana e gerou uma fiscalização do Decon, que indicou que os produtos não tinham indicação de tamanho ou peso, então os clientes compravam as porções dos doces sem saber quanto custaria.

Decon constata prática abusiva de doceria que cobrava até R$ 330 por doce após pesagem
A Doceria Deleites negou que o caso se trata de golpe ou enganação. Conforme a empresa, o preço de R$ 19,90 a cada 100 gramas fica claramente anunciado e o tamanho do pedaço é definido pelo próprio cliente. No entanto, após retirar o pedaço do bloco de doce, aquela parte do produto não pode mais ser devolvida por questões sanitárias.

"A pessoa tem a liberdade de escolher a fatia que ela quer levar para casa. Não tem como a gente mensurar numa barra de 25 quilos uma fração de 100 gramas exata. A gente explica que depois do cortado, não pode voltar o doce. A vigilância sanitária instruiu", alegou o representante da empresa de doces.
A empresa veio de Minas Gerais para participar da exposição no Cariri. Na imagem, fotos dos doces vendidos pelos país.
Reprodução/Instagram
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