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Apenas 25% dos casos de injúria racial em Juiz de Fora chegam à Justiça; estudante foi chamada de ‘macaca’

Só 25% dos casos de injúria racial em Juiz de Fora chegam à Justiça Uma adolescente de Juiz de Fora passou meses como alvo de ofensas racistas dentro da escola. Segundo a mãe dela, a esteticista Kamilla Oliveira, um colega fazia comentários sobre a cor da pele da estudante e chegou a chamá-la de 'macaca' na frente de outros alunos.

O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) como ato infracional análogo ao crime de injúria racial, já que o suspeito também é menor de idade.
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"Minha filha ficou devastada. Ela me perguntou: 'Mãe, por que fizeram isso comigo?'. Isso não pode ser tratado como uma situação normal", afirmou Kamilla.
Segundo a escola, o caso foi tratado com os protocolos pedagógicos e disciplinares aplicáveis. A história da adolescente representa uma realidade que ainda encontra obstáculos para chegar à Justiça.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, em 2025, foram registradas 67 ocorrências de injúria racial em Juiz de Fora. No mesmo período, apenas 16 novos processos relacionados ao crime chegaram ao Judiciário, o equivalente a cerca de 25% dos registros feitos pela polícia.
Além disso, dos 16 processos iniciados em 2025, 12 ainda aguardam decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Por que alguns casos não viram processo?

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