O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, recebeu mais um convite para atuar como professor visitante em um curso sobre defesa e segurança, desta vez na Inglaterra.
Cid já havia recebido um convite semelhante para lecionar na Espanha. O delator da trama golpista, por ora, não aceitou nem recusou nenhuma das duas propostas, conforme apurou o Metrópoles.
A intenção do tenente-coronel é aguardar a extinção da pena de dois anos imposta pelos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir qual convite aceitará.
O delator já externou a pessoas próximas a vontade de morar nos Estados Unidos após o julgamento da trama golpista, em setembro do ano passado. O irmão de Cid e a filha mais velha vivem na Califórnia.
O episódio ocorre em meio à mudança de domicílio de Cid, após ele ser notificado pelo Exército a desocupar a residência funcional na Vila Militar, no Setor Militar Urbano, em Brasília.
A medida decorre da passagem do militar para a reserva remunerada. Com isso, ele perdeu o direito de permanecer no imóvel funcional.
A defesa já pediu ao STF o abatimento da pena, sob o argumento de que parte dela já teria sido cumprida em razão das medidas cautelares impostas ao militar. A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, manifestou-se contra o pedido.
No parecer apresentado no mês passado, a PGR sustentou que medidas cautelares não podem ser computadas para fins de detração penal, já que o Código Penal prevê o abatimento apenas do tempo de prisão provisória, prisão administrativa ou internação.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes ainda não decidiu sobre o pedido.





