Acre tem a 3ª passagem aérea mais cara do país, diz Anac
Reprodução
🛬💸 O Acre teve a terceira tarifa aérea média mais alta do Brasil em 2025. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Anuário do Transporte Aéreo, mostram que os passageiros pagaram, em média, R$ 1.152,66 por trecho em voos domésticos com origem no estado.
O valor é quase o dobro da média nacional, de R$ 648, e coloca o Acre atrás apenas de Roraima e Rondônia no ranking dos estados com as passagens mais caras do país.
✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
⏩ O levantamento considera os preços efetivamente pagos pelos passageiros ao longo de 2025 e leva em conta apenas bilhetes vendidos ao público em geral. A metodologia exclui passagens emitidas por programas de milhas, acordos corporativos, pacotes turísticos, voos fretados e bilhetes destinados a funcionários das companhias aéreas.
Segundo a Anac, o ranking das maiores tarifas médias do país ficou assim:
Roraima: R$ 1.401,05
Rondônia: R$ 1.277,18
Acre: R$ 1.152,66
Amazonas: R$ 961,30
Alagoas: R$ 886,38
Passagem aérea pode subir até 20% com querosene, dizem especialistas
Embora esteja entre os estados com as passagens mais caras do Brasil, o aumento registrado no Acre foi bem mais moderado do que em parte da Região Norte. Em relação a 2024, a tarifa aérea média no estado subiu 4,6%.
LEIA MAIS:
Programa vai custear 50% do valor de passagens aéreas para municípios isolados do AC; entenda
Clientes acusam empresário do AC de golpe em venda de passagens aéreas: 'Não atende e nem responde'
Justiça determina que governo garanta voos noturnos em cidade do interior do AC
Na comparação regional, Roraima teve a maior alta, de 40%, seguida por Amapá (18,7%), Amazonas (16,2%), Tocantins (9,8%) e Pará (7,6%).
Rondônia foi o único estado do Norte a registrar queda, com redução de 6,8% na tarifa média. (Veja gráfico abaixo)
❗ O valor divulgado pela Anac não representa o preço de uma passagem específica, mas a média do que os passageiros efetivamente pagaram pelos bilhetes ao longo de 2025.
Isto significa que uma pessoa pode encontrar promoções bem abaixo desse valor ou pagar mais em períodos de alta demanda. O indicador serve para mostrar como o mercado se comportou durante o ano inteiro. Os dados são corrigidos pela inflação (IPCA), o que permite comparar os preços entre diferentes anos.
Distância ajuda a explicar preços mais altos
Outro indicador do estudo ajuda a entender por que estados da Região Norte costumam apresentar tarifas mais elevadas.
No Acre, a distância média percorrida pelos passageiros foi de 2.596 quilômetros por viagem em 2025. Isso significa que, em média, quem embarcou no estado fez deslocamentos longos para chegar ao destino final.
Além da distância, especialistas do setor costumam apontar fatores como menor oferta de rotas, pouca concorrência entre companhias aéreas e custos operacionais mais elevados como elementos que influenciam o preço das passagens na região.
Quanto custa cada quilômetro voado?
O anuário também apresenta o chamado yield tarifário, indicador que mede quanto o passageiro paga, em média, por quilômetro percorrido. No Acre, o yield ficou em R$ 0,444 por quilômetro, com alta de 8,3% em relação ao ano anterior.
Na prática, esse índice permite comparar o custo das passagens entre estados que possuem distâncias médias diferentes. Enquanto a tarifa média mostra o valor total pago, o yield revela quanto custa, em média, cada quilômetro da viagem.
Acre tem a 3ª passagem aérea mais cara do país, diz Anac
Renato Menezes/g1
Além disso, os dados mostram ainda que os aeroportos acreanos movimentaram 204.842 passageiros pagos em voos domésticos durante 2025.
Desse total:
183.662 passageiros embarcaram ou desembarcaram pelo Aeroporto Internacional de Rio Branco;
21.180 passageiros utilizaram o Aeroporto de Cruzeiro do Sul.
Os números representam apenas passageiros que viajaram com bilhetes pagos e não incluem outras modalidades previstas pela metodologia da Anac.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o mercado doméstico transportou 101 milhões de passageiros em 2025, crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior, segundo a Anac.
O número de voos domésticos e internacionais chegou a 958,9 mil operações, o maior volume desde 2019. A taxa média de ocupação das aeronaves atingiu 83,6%.
Apesar do Acre aparecer entre os estados com as passagens mais caras, a tarifa média nacional caiu 3,3% em relação a 2024, passando de R$ 670 para R$ 648 por trecho.
Segundo a agência, cerca de 24% das passagens vendidas no país custaram menos de R$ 300, enquanto aproximadamente 7% ficaram acima de R$ 1.500. Ao todo, 65% dos bilhetes comercializados tiveram preços abaixo da média nacional.
Os indicadores também mostram melhora na regularidade das operações. Em 2025, 7,1% dos voos domésticos chegaram com atraso superior a 30 minutos, 2,7% atrasaram mais de uma hora e 1,8% das operações foram canceladas.
VÍDEOS: g1





