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Se fossem americanos, Flávio e Eduardo pegariam prisão por traição

No programa do Noblat, a análise sobre o comportamento de Flávio e Eduardo Bolsonaro diante do novo tarifaço de 25% imposto por Donald Trump contra os produtos brasileiros nos faz lembrar daquilo que não deveria ser considerado normal nem tratado de forma leviana: a dupla de herdeiros deveria estar respondendo por crime de traição ao país.

Ao destrinchar a Constituição dos Estados Unidos – especificamente o Artigo Terceiro, Seção 3 -, o jornalista Bob Fernandes apontou que, se os irmãos Bolsonaro fossem cidadãos norte-americanos, o ato de viajar ao exterior para negociar politicamente o adiamento de sanções e, no dia da efetivação das taxas, usar as redes sociais para defender os argumentos de uma potência estrangeira contra o próprio país seria enquadrado formalmente como alta traição. A punição prevista pela lei americana? Prisão perpétua ou pena de morte.
A coluna resgatou a memória recente para provar que o “TariFlávio” e seu clã sempre jogaram contra os interesses nacionais. Foi em completa conexão com os Bolsonaros que Trump, no ano passado, chantageou abertamente o Brasil em um manifesto nas redes exortando o encerramento dos processos contra os golpistas do 8 de janeiro, aplicando logo em seguida um tarifaço de 50% — que depois acabou derrubado pela própria justiça americana por falta de cabimento técnico.
Enquanto a bancada bolsonarista se mantém em um silêncio covarde e ensurdecedor diante do prejuízo bilionário que a indústria nacional sofrerá a partir da próxima semana, parte da grande imprensa insiste no vício do “dois-ladismo&#8221. tentando colocar na mesma balança o esforço legítimo do governo Lula — que realizou mais de 30 reuniões bilaterais para tentar proteger o PIB brasileiro — e o oportunismo rasteiro de um pré-candidato que preferiu se fantasiar de ventríloquo da Casa Branca.
Ficou feio, ficou escancarado e, acima de tudo, ficou registrado como um dos capítulos mais vergonhosos da história política recente.

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