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Justiça adia depoimentos de acusados de integrar quadrilha transnacional que fabricava e vendia armas clandestinas

PF encontra fábrica clandestina de armas e apreende peças para montar fuzis em SP
A Justiça Federal adiou os depoimentos de dez acusados de integrar uma organização criminosa transnacional que fabricava e comercializava clandestinamente armas de fogo de uso restrito. Os depoimentos ocorreriam nesta quinta (16) e sexta-feira (17), durante audiências de instrução e julgamento.
Com o adiamento, as audiências devem ter início no próximo dia 6 de agosto.
🔎 A audiência de instrução e julgamento é a etapa do processo em que são colhidos depoimentos das partes envolvidas no caso.
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O esquema veio à tona em agosto do ano passado, com a descoberta de uma fábrica clandestina de fuzis AR-15 em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e a apreensão de 183 armas em Americana (SP).
Segundo a Polícia Federal, a fábrica utilizava equipamentos milionários de alta precisão e peças resistentes, e fornecia o armamento a facções criminosas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Embora tivesse como fachada a produção de peças aeronáuticas, a empresa produzia exclusivamente os fuzis, conforme as investigações.
Polícia apreende 40 fuzis AR-15 que abasteceria facções de SP e RJ operação que fechou fábrica clandestina de armas em Santa Bárbara
Secretaria de Segurança Pública/Reprodução
Abaixo, veja quem são os dez acusados que irão depor à Justiça e as funções de cada um dentro da organização criminosa, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF):
Silas Diniz Carvalho (preso) – apontado como um dos chefes da quadrilha;
Gabriel Carvalho Belchior – constituiu em 16 de maio de 2024, sob ordens de Silas, em Santa Bárbara d'Oeste, a empresa que usava como fachada a produção de peças aeronáuticas para produzir armas;
Wendel dos Santos Bastos – arrendou o espaço da empresa com todo o maquinário contido e investiu em máquinas destinadas à usinagem das armas de fogo produzidas pela organização criminosa;
Marcely Ávila Machado (prisão domiciliar) – esposa de Silas, controlava o pagamento do arrendamento do espaço, no valor mensal de R$ 75,5 mil;
Dinael Enrique Borges (preso) – encaminhou e-mails a Gabriel sobre o fechamento de caixa da fábrica clandestina;
Anderson Custódio Gomes (preso) – imagens de arquivos dele mostram usinagem de componentes de fuzis, que também o relacionam à fabricação de armamentos, além de vídeos, com orientações sobre o processo;
Janderson Aparecido Ribeiro de Azevedo (preso) – diversos registros em vídeos dele associados aos diferentes estágios de produção na fábrica de armamentos, inclusive com conferências das atividades e instruções sobre a fabricação;
Lucas Gonçalves Silva (preso) – era um dos operadores de máquina na fábrica de Santa Bárbara d'Oeste, atuando em nível gerencial;
Walcenir Gomes Ribeiro (preso) – pessoa de confiança de Silas. Dava o nome ao contrato de locação de um imóvel em Americana onde Anderson e Janderson foram presos e 31 mil peças de arma foram apreendidas;
Diego José Santana – contratava os serviços para transportar armas de fogo para as comunidades do Rio de Janeiro.
Além deles, no início de julho deste ano, a Justiça Federal tornou réu Luiz Carlos Siqueira, acusado de atuar na recepção de dezenas de remessas postais, oriundas dos Estados Unidos, com as mesmas características de outras remessas controladas pela organização.

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