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De fazenda a mansão no DF: secretária da Conafer movimentou R$ 4 milhões

A ex-secretária da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das ONGs investigadas no caso que ficou conhecido como a farra do INSS, “foi uma das pessoas físicas de maior destaque no fluxo financeiro da organização criminosa&#8221. de acordo com a Polícia Federal (PF). A mulher recebeu R$ 4,1 milhões da ONG e de envolvidos no crime.
Segundo a PF, os repasses para Iris Ferreira Rodrigues foram feitos por meio de empresas de fachada pertencente a Samuel Crisóstomos, contador da Conafer, e a Cícero Marcelino, assessor do presidente da ONG.
De acordo com a corporação, “a materialidade da lavagem de dinheiro envolvendo pagamentos a Isis é comprovada pelo uso de fundos desviados da fraude em massa para pagar carro de luxo e quitar dívidas da mulher com agiotas, a mando de Carlos Roberto Ferreira Lopes (foto em destaque)&#8221. presidente da Conafer.

Após as ameaças, Carlos imediatamente pediu que o assessor dele, Cícero Marcelino, depositasse os valores na conta de Iris referentes a dívida com um agiota e liquidação de parcela de um carro no valor de R$ 300 mil. Conforme o inquérito, o montante foi passado por Cícero a Iris por meio de uma empresa de fachada, “configurando crime de lavagem de dinheiro&#8221. segundo a PF
Nas mensagens trocadas entre Cícero e Carlos, a respeito do pagamento da ex-secretária, o assessor xinga Iris de “idiota, puta, ingrata” fala em “fazer ela virar saudade&#8221.

Segundo informou a Polícia Federal, no documento, dados extraídos mostram que Iris tinha consciência de que a fraude havia sido interrompida pela corporação. Em maio de 2025, a ex-secretária encaminhou um áudio a outro investigado relatando que Cícero havia ligado para avisar que ela estava sendo investigada devido às transferências bancárias mensais que recebia de Carlos, por intermédio dele.
Mensagens obtidas pela polícia também comprovam que a mãe de Iris, identificada como Claudilene, foi responsável por recolher diversos “cadastros” de indígenas. Após a operação policial vir à tona, as lideranças indígenas da etnia Maxakali enviaram áudios chamando Claudilene de ladra, exigindo a devolução dos cadastros e ameaçando linchá-la.
Iris foi alvo de operação da Polícia Federal em 13 de novembro de 2025. Dois dias depois, ela foi encontrada sem vida em casa. Segundo o boletim de ocorrência, Iris teria tirado a própria vida.

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