"Mas depois que passa do prazo que não tem resposta, a pessoa já começa a desacreditar. Foi isso que foi acontecendo'', disse Fábio.
Os denunciantes afirmam ter comprovantes das transferências bancárias. Um deles apresentou dois pagamentos de R$ 1 mil, incluindo uma transferência feita em 3 de novembro de 2025.
Segundo os candidatos, as tentativas de contato com Valdenir eram respondidas por mensagens de texto ou de áudio com justificativas para os atrasos. Em uma das mensagens enviadas aos interessados no curso, ele dizia:
"No momento é porque eu não estou podendo usar o telefone. Mas assim que der, eu vou te retornar para conversar contigo."
Diante dos sucessivos adiamentos, o grupo decidiu denunciar o caso à Polícia Civil. Um dos trabalhadores afirmou que não sabe se conseguirá recuperar o valor pago, mas espera que a Justiça tome providências.
"Não sei se eu vou ter o meu dinheiro de volta, mas eu só queria que a Justiça tomasse providência pelo pessoa'', disse o denunciante.
Em nota, A Marinha do Brasil informou que Waldenir Duarte Reis não possui vínculo, credenciamento ou autorização para representar a instituição ou a Capitania dos Portos do Maranhão. A instituição afirmou ainda que vai analisar o caso e poderá adotar as medidas cabíveis caso encontre indícios de uso indevido do nome da Marinha ou da Capitania dos Portos.
Já Instituto de São Luís informou que Waldenir trabalhou como instrutor no local há mais de dez anos. Atualmente, ele não mantém nenhum vínculo com o grupo de ensino.
A Polícia Civil informou que investiga as denúncias e realiza diligências para localizar Waldenir. O objetivo é ouvi-lo sobre os fatos relatados pelos moradores.
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