A Polícia Civil investiga o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, que foi vista pela última vez no dia 30 de junho, no bairro Ubatumirim, em Ubatuba (SP).
Arquivo pessoal
A história do desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (17). Isso porque cães farejadores da Polícia Militar encontraram vestígios de sangue no carro da patroa dela, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos.
Segundo apuração do repórter João Mota, da TV Vanguarda, dois laudos ainda estão em andamento, sendo que um deles, feito com os cães farejadores, apontou a presença de sangue na caminhonete.
Com o apontamento feito pelos cães, os peritos que atuam na investigação utilizaram luminol no veículo e foi constatado que havia sangue na caminhonete, sendo que a maior concentração foi encontrada no banco do carona.
🔎 O luminol é uma espécie de reagente químico e constantemente utilizado pela Polícia Científica em investigações criminais. Ele serve para detectar vestígios de sangue que são invisíveis a olho nu. Ao ser borrifado, caso haja sangue no local, o líquido fica com um brilho azul fluorescente.
Ambos os laudos da Polícia ainda não foram finalizados. A expectativa é que eles sejam concluídos nos próximos dias.
De acordo com a Polícia Civil, as buscas estão sendo feitas em Ubatumirim, além das cidades de Angra e Paraty, no Rio de Janeiro, com policiais civis de ambos os estados e a Polícia Militar Ambiental.
Patroa é investigada como suspeita por homicídio de cozinheira
Áudio de filho
Nesta semana, um áudio do filho de Berenice à Eliane foi divulgado. No áudio, o filho cobra explicações da patroa sobre os últimos momentos antes do sumiço da mãe, em Ubatuba.
A patroa Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, está presa temporariamente desde sexta-feira (10). O caso é investigado como possível homicídio pela polícia, apesar de nenhum corpo ter sido encontrado ainda (leia mais abaixo).
Na gravação, obtida pela Rede Vanguarda, e que não faz parte da investigação policial, José Carlos de Faria, filho de Berenice, pede que a empregadora conte exatamente o que aconteceu no dia em que a mãe deixou o restaurante onde trabalhava.
Filho: "O que aconteceu? Porque minha mãe sumiu."
Patroa: "Ela não chegou ainda? Ela saiu daqui falando que ia para Toninhas. Ela tinha um trabalho lá."




