Belo Horizonte — O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil reduz a competitividade dos produtos brasileiros e abre espaço para nossos concorrentes internacionais no mercado americano, avalia Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
A entidade está avaliando os impactos desse novo tarifaço e orientando empresas e setores afetados para renegociar contratos, buscar novos compradores e, em alguns casos, antecipar embarques antes da entrada em vigor da tarifa extra de 25%, prevista para 22 de julho.
Segundo Verônica Winter, o impacto desse tarifaço não será uniforme entre os setores, mas a sobretaxa de 25% altera significativamente as condições de concorrência para produtos brasileiros.
“Em muitos casos, a gente perde competitividade em relação a concorrentes de outros países que não estão sofrendo essa tarifa de 25% nos seus produtos”. afirmou ela em entrevista ao Metrópoles.
“Todos perdem”
Apesar da medida atingir diretamente os exportadores brasileiros, Verônica avalia que os efeitos também podem alcançar os consumidores americanos, ainda que os produtos dos quais eles dependem do Brasil, como café e laranja, terem ficado de fora.
“Os dois lados acabam perdendo. O consumidor norte-americano pode sentir os impactos em alguns setores, enquanto empresas brasileiras deixam de competir em igualdade de condições”. diz Winter.





