Bebê de 10 meses morre após ser vítima de estupro; o que se sabe sobre o caso
Erisvaldo Almeida, pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de estupro, disse que ficou sabendo da morte da filha quando retornava de uma viagem. A própria mãe da criança ligou para falar da tragédia. O pai falou que, desde o crime, não consegue fazer atividades básicas, como sair de casa e se alimentar. O crime aconteceu nesta segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres.
“Não estou suportando. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Eu ainda estou tão em choque que eu não saio de casa, não como, eu não consigo. Eu não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso com uma criança, um bebê de 10 meses”, complementou Erisvaldo.
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Erisvaldo e a mãe da criança estão separados há 2 meses. Além da bebê de 10 meses, eles têm um filho de 3 anos.
Eles estavam em um apartamento no bairro Dionísio Torres. Junto com o casal estava Roberto Levy, primo de Francisco Ray.
Levy foi encontrado com o corpo em cima da bebê. A criança foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, representada pela advogada Gleyce Kelly Leitão, disse que o cliente colabora com as investigações, tendo inclusive se submetido voluntariamente à coleta de material genético. "Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação", complementa (leia a nota na íntegra abaixo). Já a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), profissionais da saúde constataram no hospital que a criança havia sido vítima de violência sexual. A bebê não resistiu aos ferimentos e morreu.
A SSPDS não divulgou detalhes sobre a dinâmica do crime, o momento em que o estupro ocorreu nem como foi a operação das equipes de emergência.
Soube de estupro na delegacia
A criança morreu em uma casa no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
Governo do Ceará/Reprodução
O pai disse que, ao chegar em Fortaleza, ele foi para uma delegacia tentar entender o que tinha acontecido. Na unidade policial, Erisvaldo disse que ouviu de agentes que havia a suspeita que a filha tinha sido estuprada.
“Eles falaram: ‘é o seguinte, até o momento, a sua filha não foi asfixiada, ela foi, ela não morreu por conta própria. Ela foi morta, porque as partes íntimas dela estavam com marcas vermelhas como se fosse sangue’”, lembrou o pai sobre as informações que recebeu dos policiais.
“Eu estou totalmente revoltado, indignado, eu estou querendo justiça de todas as formas”, reforçou o pai.
Além dos dois homens presos em flagrante, outras pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Conforme a Secretaria, a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Forense e dá continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias do caso.
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou, em nota, que foram realizados os exames periciais no local da ocorrência e o exame cadavérico.
Leia a nota da defesa de Francisco Ray na íntegra:
"A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.
O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.
A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos."
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